Felipe Andreoli celebra projeto na ESPN e nova fase de liberdade: ‘O maior prêmio é o tempo’
À CARAS Brasil, o jornalista Felipe Andreoli fala sobre os 15 anos com Rafa Brites, a nova rotina após sair da Globo e a emoção de cobrir um Grand Slam ao lado do amigo Bruno Soares na ESPN

Para Felipe Andreoli, a definição de sucesso sofreu uma mudança silenciosa, mas poderosa, nos últimos anos. Se antes a correria dos estúdios e a exposição diária ditavam o ritmo, hoje a moeda mais valiosa na vida do jornalista tem nome e sobrenome: liberdade de escolha. Prestes a celebrar bodas de cristal, marcando 15 anos de casamento com a apresentadora Rafa Brites, e vivendo uma fase profissional multifacetada, Andreoli prova que é possível – e necessário – se reinventar sem perder a essência.
Agora, ele une sua expertise de comunicador carismático a uma paixão de infância que poucos conheciam a fundo: o tênis. Em uma parceria estratégica e inédita com a ESPN e o Disney+, Andreoli desembarca na cobertura do Australian Open, misturando a seriedade da informação jornalística com a leveza de quem realiza um sonho de menino. Mas, por trás das câmeras e das raquetes, existe um pai que descobriu que rolar no tapete com os filhos vale mais do que qualquer manchete.
O sonho Disney
A relação de Andreoli com as quadras não é apenas um hobby; é uma memória afetiva. Cobrir um Grand Slam pela “casa do tênis” no Brasil tem um sabor de conquista pessoal. A flexibilidade de sua atual fase profissional, mantendo uma relação de parceria e gratidão com a Record, permitiu que ele alçasse esse voo internacional.
A empolgação é visível. Ao falar sobre o projeto, em entrevista exclusiva com a CARAS Brasil, os olhos do jornalista brilham como os de um garoto.
Estou indo tipo criança para a Disney. Já que a ESPN é Disney, ‘tá’ criança indo para a Disney. Olha que maravilhoso”, celebra Felipe.
Ele promete virar as madrugadas com o público brasileiro, trazendo uma cobertura que vai muito além do placar: “Eu sei que vai ser com muita verdade, com muita paixão… Era aquele trabalho que, se ele soubesse, não precisava nem me pagar que eu ia de graça (risos).”
A dupla com Bruno Soares
Para traduzir a atmosfera vibrante de Melbourne, Andreoli não estará sozinho. Ele terá um “guia” de luxo: Bruno Soares, lenda do tênis brasileiro, campeão de Grand Slam e ex-número 2 do mundo nas duplas. A química entre os dois transcende o profissionalismo; é uma conversa íntima entre grandes amigos.
Essa conexão promete transformar a transmissão em algo único, fugindo das análises frias:
“É como se eu estivesse indo para a Disney com o melhor amigo, bicho”, brinca o apresentador, destacando que a visão de Bruno trará detalhes invisíveis aos olhos comuns. “O que o Bruno vai poder contar… é a coisa que passa só na cabeça do jogador. (…) Por mais que eu ame, eu não dediquei minha vida inteira, não sacrifiquei meu corpo… Só um tenista pode falar isso.”

O verdadeiro motor da mudança
Muito se especulou sobre a saída de Andreoli da Globo e sua ida para a Record, mas o jornalista garante que a mudança teve uma motivação importante por trás dela.
“Valeu muito a pena mudar, assim. Eu sempre fui muito feliz na Globo, no Globo Esporte, que era o que eu estava fazendo até a minha decisão de sair da Globo. Só que tudo casou de um jeito maravilhoso”, declara o jornalista.
Mas a decisão de buscar novos formatos de trabalho e sair da zona de conforto teve um foco claro: os filhos Rocco e Leon.
Ao fazer um balanço sobre a vida pós-mudança de emissora, Andreoli emociona ao revelar que seu maior troféu não fica na estante: “O maior prêmio de tudo foi o meu tempo com os meus filhos, meu tempo livre. Isso é aquela verdadeira coisa que não tem preço”, confessa.
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Ele descreve cenas do cotidiano que, para muitos, passam despercebidas, mas para ele se tornaram sagradas. O jornalista relata tardes inteiras dedicadas a um simples cochilo com o caçula no sofá, longe do celular e das pressões externas.
“Eu estava ali, uma da tarde, sem pensar em nenhuma outra coisa. Só abraçado com meu filho… Essas coisas eu vou lembrar para sempre. E talvez ele não lembre, mas vai estar dentro do DNAzinho dele, no cérebro, no coração dele”, reflete, mostrando que o afeto é o legado que deseja deixar.
15 anos de amor e a ‘regra do casal’
Em 2026, Felipe e Rafa Brites completam 15 anos juntos, um marco raro e admirável no mundo das celebridades. Em meio à correria entre o Brasil e a Austrália, e a “loucura deliciosa” de criar dois meninos, o casal mantém a chama acesa com um segredo simples: a intencionalidade.
Andreoli ressalta que o amor exige manutenção e olho no olho:“Tem que ter um tempo do casal. Um dia, um espaço, uma hora, uma viagem… Alguma coisa que a gente dedique só para nós”, ensina.
Para ele, o sucesso da relação está na percepção diária: “Sempre estar olhando para o seu parceiro… ver se não está deixando alguma coisa de lado, um afeto, um olhar, um carinho, uma compreensão.”
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Confira a entrevista completa de Felipe Andreoli à CARAS Brasil:
CARAS BRASIL: Você está chegando na ESPN com esse projeto especial para o Australian Open. O tênis é uma paixão sua; como está a expectativa para cobrir um Grand Slam e o que esse novo desafio traz de frescor para o seu momento atual?
Felipe Andreoli: “Estou muito animado com esse novo projeto ao lado da ESPN, Disney… O tênis é uma paixão de infância, então eu acho que aqui, muito mais do que no futebol — que é a maior parte da nossa cobertura esportiva —, aqui eu vou poder misturar muito o meu lado, meu conhecimento de jornalista, com a minha paixão, com o meu amor por esse esporte. Eu tenho o privilégio, a oportunidade de ter conhecido, de ter feito amizade com nossos jogadores, com ex-jogadores; eu conheço muito a galera do tênis. Eu vivo muito esse mundo do tênis. Então, eu tenho certeza de que o que a galera vai ver na ESPN durante as madrugadas… Vamos virar, né? Das 9 da noite às 10 da manhã, vai ter coisa para você assistir: jogos, conteúdo, debate, curiosidades. Eu sei que vai ser com muita verdade, com muita paixão, porque eu estou indo… Era aquele trabalho que, se ele soubesse, não precisava nem me pagar que eu ia de graça (risos). Não, mentira, de graça eu não ia, não. Mas eu estou muito feliz de fazer parte desse time aqui, que é a ESPN, e com o esporte que eu amo. E eu espero que quem assista sinta essa paixão, se sinta representado como um torcedor brasileiro também.”
CARAS BRASIL: A ESPN é reconhecida como a casa do tênis no Brasil. O que pesou para você topar esse convite e como foi receber esse chamado justamente para um projeto ligado a um Grand Slam?
Felipe Andreoli: “Cara, não pesou nada, né? Foi a coisa mais fácil do mundo para escolher. Primeiro, agradecer à Record, né, que é o outro lugar onde trabalho, que é uma grande parceira, que, na hora em que eu recebi esse convite, me liberou. A gente tem um combinado muito bom, muito importante; é uma casa com a qual eu estou muito feliz também, que me permite voar, fazer outros voos, alçar outros voos. Isso eu agradeço muito. E, cara, quando veio o convite assim, eu fiquei muito, muito feliz. Esse ano, de qualquer forma, eu já tinha projetos, coisas que em breve vocês vão saber também, sobre tênis, que já iam acontecer antes mesmo desse convite. E essa parceria com a ESPN só vem para reforçar que eu sou esse cara. O Meligeni, que fez muito tempo parte desse time aqui, me falou uma coisa que eu guardei com muito carinho. Ele falou: ‘Cara, Fê, eu acho que talvez você seja um dos caras que têm as melhores histórias, as melhores relações com o tênis, sem ser um cara do tênis, né?’. Porque eu nunca fui tenista; eu só sou um jornalista que ama e que se envolveu nesse mundo direta e indiretamente. Então, eu quero aproveitar todo esse carinho que eu tenho do mundo do tênis, toda essa interação que eu tenho com esse esporte que eu pratico desde os 9 anos de idade, e mostrar mais para as pessoas. Num canhão gigante que é a ESPN, que é a casa do esporte no mundo e a casa do tênis no Brasil. Então, nossa, assim, eu estou eufórico. Eu estou indo tipo criança para a Disney. Já que a ESPN é Disney, ‘tá’ criança indo para a Disney. Olha que maravilhoso.”
CARAS BRASIL: Dividir esse projeto com o Bruno Soares, que além de amigo é um dos maiores nomes do tênis brasileiro, muda a forma como você encara essa experiência na Austrália? O que você espera dessa “tabelinha” entre fã e ex-atleta?
Felipe Andreoli: “Pô, demais, né? Ir com o Bruno Soares… Se fosse com o Bruno Soares simplesmente, sem a gente se conhecer, já seria incrível, né? Ter um parceiro, uma dupla, literalmente, tão importante ao meu lado para trazer os comentários mais precisos sobre os jogos, as leituras dos golpes, as leituras dos momentos dos jogadores… E o mais que o Bruno vai poder contar para o fã de esporte, para quem estiver acompanhando o Australian Open na ESPN, é a coisa que passa só na cabeça do jogador. Porque, quando a gente conhece melhor essas pessoas, [vê que] eles têm um nível de competitividade, de comprometimento, que só um jogador sabe passar. Por mais que eu ame, eu não dediquei minha vida inteira, não sacrifiquei meu corpo, meu tempo, minha vida para ser um tenista. Só um tenista pode falar isso de uma maneira, e o Bruno sabe falar isso muito bem. Além de tudo, ele é superquerido no circuito, no mundo do tênis. Vai trazer muito convidado especial para a gente. Essa tabela vai ser muito boa. É meio que nem, pô, eu falei de ir para a Disney… É como se eu estivesse indo para a Disney, e agora é como se eu estivesse indo para a Disney com o melhor amigo, bicho. Tem coisa… ainda tem alguém para compartilhar no fim do dia, contar as aventuras, relembrar o que aconteceu. Então, melhor impossível.”
CARAS BRASIL: Em 2026, você e a Rafa completam 15 anos de união. Qual é o segredo para manter a paixão e a parceria tão vivas mesmo na correria com dois filhos?
Felipe Andreoli: “Acho que cada casal tem a sua receita, né? Mas eu acho que, para a gente, é muito importante a gente conseguir, dentro de toda essa loucura que são filhos, trabalho, viagens, rotinas diferentes… Esse ano a gente teve uma rotina muito parecida porque fizemos três programas juntos na Record, o que também foi uma mudança de rotina para a gente. Mas eu acho que é sempre você saber que tem que ter um tempo do casal. Um dia, um espaço, uma hora, uma viagem… Alguma coisa que a gente dedique só para nós. E lógico, a percepção das coisas, né? Sempre estar olhando para o seu parceiro, ver se você, pô, no dia a dia da rotina, não está deixando alguma coisa de lado, um afeto, um olhar, um carinho, uma compreensão. Essas coisas, com o passar do tempo, às vezes a gente deixa escapar, mas, na hora que escapar, a gente tem que olhar e falar: ‘Nossa, acho que eu não estou dando tanta atenção; nossa, acho que eu estou faltando um pouco aqui’. A troca entre os casais é muito importante também. Então, eu acho que a gente é muito parceiro, como a gente é assim também com as outras pessoas. E a gente é assim com a pessoa de quem a gente mais gosta na vida, né? Eu gosto dela, eu gosto de mim, então vamos continuar. 15 anos.”
CARAS BRASIL: Você e a Rafa estão sempre cultivando memórias com os filhos. Qual a importância dessa troca? É essa a lembrança que você quer deixar para eles?
Felipe Andreoli: “Eu acho que é isso, né? Filho… a gente tem que ter presença. A gente tem que dar qualidade do nosso tempo. Acho que as crianças entendem que, pô, papai e mamãe precisam trabalhar. Tem horas que a gente, até pela nossa rotina, pelas nossas profissões, às vezes tem que trabalhar num fim de semana, tem que não estar presente num momento de férias. Mas quando a gente está com eles, é para eles. É 100% de atenção para eles. Agora a gente fez uma viagem que foi um mês só com as crianças, assim, aquela loucura, aquela casa em que você pisa num Lego, depois tropeça num bichinho de pelúcia e aí, quando você vê, está quase batendo a cabeça no vidro: ‘Não corre aí, menino!’. Então, tipo, é uma adrenalina o tempo inteiro, mas é um prazer, um amor. E o que a gente quer que eles lembrem é que eles têm pais felizes, né? Que estão sempre sorrindo, que estão no alto astral perto deles, que nunca estão num ambiente agressivo de briga. Que eles têm tudo para ser felizes, eles têm todo o incentivo do mundo para ser felizes, porque eles veem pessoas felizes ao redor deles. Então, é esse tipo de lembrança que a gente quer deixar gravado na memória deles, assim, essas experiências. E, enfim, né? E o que hoje eu consigo também proporcionar para os meus filhos… Eu não tive… eu tive muita coisa boa, mas hoje eu consigo proporcionar ainda mais para eles, assim. Então, que eles valorizem o que eles têm, que eles valorizem a nossa relação também, para que eles possam ter uma vida que é um conforto acima da média das pessoas. Então, para mim, é muito importante que eles tenham essa consciência. A gente tenta todo dia botar isso na cabecinha deles, porque é muito importante. Então, que eles sejam felizes e conscientes de todos os privilégios que eles têm, para eles também poderem olhar para o lado e ir lá na frente saber fazer que nem o pai e a mãe fazem. A gente tenta fazer, pelo menos.”
CARAS BRASIL: Olhando para trás agora, qual foi a maior conquista que essa nova fase na carreira te trouxe? Não estou falando de dinheiro, mas daquele momento simples, talvez um café da manhã sem pressa com as crianças, em que você pensou: ‘Valeu a pena mudar tudo’?
Felipe Andreoli: “Nossa, valeu muito a pena mudar, assim. Eu sempre fui muito feliz na Globo, no Globo Esporte, que era o que eu estava fazendo até a minha decisão de sair da Globo. Só que tudo casou de um jeito maravilhoso. Eu fui superbem recebido na Record, sabe? Com muito carinho, com muita atenção, de todas as pessoas: dos diretores às pessoas por quem a gente passava no caminho entre os estúdios e as redações, aos talentos da Record. Todo mundo recebeu a gente de portas abertas, de coração aberto; foi um negócio assim que a gente ficou: ‘Nossa, caramba, como gostam da gente’. Então foi uma coisa linda. E realmente esse novo estilo… a Record me permite uma liberdade muito maior de fazer minhas coisas. Estou aqui, ó, anunciando um novo projeto na ESPN, né? Então eu posso estar no streaming, estar na TV fechada, estar no YouTube, uma coisa que antes eu não podia, né, infelizmente. Só que, realmente, o maior prêmio de tudo foi o meu tempo com os meus filhos, meu tempo livre. Isso é aquela verdadeira coisa que não tem preço. E, em especial, meu filho pequeno está com… esse ano, né, ele ficou na transição dos 3 para os 4 anos, ele está chegando nos 4 anos agora. E é uma fase maravilhosa, deliciosa, em que ele começa já a falar mais, querer mais as coisas junto, e está muito parceirinho. E eu tive, assim, muitos e muitos dias de almoço em que eu almocei só eu e ele. Porque o outro estava na escola, às vezes a Rafa estava fazendo mais coisa — porque eu sou mais caseiro, gosto de ficar ali — e a gente ficava sentadinho no sofá ali, ó, perninha esticada, eu abraçadinho com ele, ele deitadinho aqui, assistindo a um desenho, assistindo a Bob Esponja, assistindo a Patrulha Canina, qualquer coisa que ele quisesse assistir. E eu estava ali, uma da tarde, sem pensar em nenhuma outra coisa, cara. Só abraçado com meu filho, e na maioria das vezes ele dá aquela sonequinha da tarde ali e aí eu falo: ‘Vou levar ele para o quarto’. Falo: ‘Ah, não, vou ficar com ele abraçadinho aqui’. Então, essas coisas eu vou lembrar para sempre. E talvez ele não lembre, mas vai estar dentro do DNAzinho dele, no cérebro, no coração dele. Isso aí, esse quentinho ali do papai abraçado, ele, dos 3 aos 4 anos, vai estar lá, dentro dele também, com certeza.”



