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BBB 26: Médicos explicam o que acontece no corpo em provas de resistência

Médicos alertam sobre as provas de resistência no BBB 26, da Globo, e listam o que acontece no corpo ao passar longos períodos com restrições

Prova de resistência no BBB 26 - Foto: Reprodução / Globo
Prova de resistência no BBB 26 - Foto: Reprodução / Globo

A primeira prova de resistência do BBB 26, da Globo, deu o que falar nesta semana. A disputa pela liderança teve mais de 26 horas de duração e até o episódio marcante da convulsão do ator Henri Castelli. Com toda a repercussão do assunto, alguns médicos e especialistas analisaram sobre o que acontece no corpo humano durante provas de resistência.

Os especialistas alertaram sobre o que é seguro em longos períodos em que o corpo humano passa por restrições de água, movimento e alimento. Para começar, os médicos contaram que existem limites para o jejum, a desidratação e a falta de movimento do ser humano.

O cirurgião vascular Dr. Caio Focássio informou que a falta de movimentação do corpo humano provoca inchaço, dor e sensação de peso nas pernas, além da piora do retorno venoso. “O corpo humano não foi feito para ficar imóvel por horas. A bomba da panturrilha, que ajuda o sangue a subir das pernas para o coração, depende de movimento. Sem isso, aumenta o risco de estase venosa, edema e, em pessoas predispostas, pode elevar o risco de trombose. Se houver dor intensa em uma perna só, assimetria de inchaço, vermelhidão, calor local, falta de ar ou dor no peito — já é sinal de perigo“, afirmou ele.

A desidratação

Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros, médico otorrinolaringologista, alertou sobre o que acontece quando o corpo entra em desidratação. “Em provas longas de resistência — e também na vida real — a desidratação costuma se manifestar primeiro nas mucosas, especialmente na boca, garganta e vias aéreas superiores. A redução da hidratação resseca essas estruturas, levando a boca seca, sensação de garganta arranhando, pigarro frequente e favorecendo o surgimento de rouquidão, principalmente em quem fala ou força a voz por longos períodos. Ainda sob estresse e esforço prolongado, é comum que a respiração passe do nariz para a boca, o que acelera ainda mais o ressecamento da garganta e aumenta o desconforto, podendo causar tosse seca, ardor e dificuldade para sustentar a voz“, disse ele.

E completou com mais sintomas: “Em ambientes frios ou com ar-condicionado — muito comuns em estúdios e locais fechados — esse efeito é potencializado, já que o ar seco agride diretamente a mucosa. De modo geral, não existe um tempo exato igual para todos, mas em situações de esforço contínuo, calor ou ar-condicionado, os primeiros sinais podem surgir após poucas horas sem hidratação adequada. Boca muito seca, dificuldade para engolir, voz falhando, tosse seca persistente, ardor intenso na garganta e sensação de falta de ar são sinais de alerta de que a mucosa já está sofrendo e indicam a necessidade de interromper a atividade, hidratar-se imediatamente e, se os sintomas persistirem, buscar avaliação médica“. 

A perda de eletrólitos

O farmacêutico homeopta Jamar Tejada contou sobre os impactos da perda de eletrólitos no corpo humano durante longos períodos de restrição alimentar. “Neste tipo de prova, o corpo perde muito mais do que água. O suor excessivo leva embora eletrólitos importantes, como sódio, potássio e magnésio, que são fundamentais para a contração muscular, o funcionamento dos nervos e o equilíbrio do organismo. Quando essa reposição não acontece, o corpo começa a dar sinais claros: câimbras, fraqueza, tontura, dor de cabeça, náuseas, sensação de ‘apagamento’ e até confusão mental“, disse ele.

E continuou: “O alerta é simples: se surgirem câimbras repetidas, mal-estar persistente, batimentos acelerados ou queda de rendimento, é sinal de que o equilíbrio de sais do corpo já está comprometido e a situação precisa ser interrompida para reidratação adequada e avaliação de saúde. Vale destacar que nem toda bebida garante hidratação adequada. O consumo frequente de chás com efeito diurético, bebidas cafeinadas ou grandes volumes de água sem reposição de eletrólitos pode intensificar ainda mais a perda de sais pelo suor, agravando os sintomas e aumentando o risco de mal-estar“.

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