Após segunda convulsão, médico alerta para saúde de Henri Castelli no BBB 26: ‘O risco existe’
Henri Castelli foi retirado da casa do BBB 26 após sofrer nova convulsão

Henri Castelli voltou a preocupar colegas e a produção do BBB 26 na tarde desta quarta-feira, 14. O ator, conhecido por seus papéis de destaque em novelas da Globo, passou mal novamente ao retornar à casa mais vigiada do Brasil após receber atendimento médico em um hospital particular bancado pela emissora pelo mesmo motivo.
Segundo informações exibidas no programa, a produção decidiu retirar o participante do confinamento e levá-lo para um local sem monitoramento por câmeras para uma nova avaliação médica. O episódio reacendeu o alerta sobre o estado de saúde do ator, que já havia enfrentado uma situação delicada durante a primeira Prova do Líder de resistência da temporada.
Na ocasião, Henri caiu dentro da piscina de bolinhas e começou a convulsionar repentinamente. A cena gerou desespero entre os demais participantes, que correram para pedir ajuda. A prova chegou a ser interrompida por alguns minutos até que a equipe de apoio entrasse em ação e prestasse os primeiros socorros.
Crise durante prova de resistência acende alerta no reality
O episódio levantou questionamentos sobre os limites físicos impostos pelas provas de resistência e os riscos envolvidos em atividades de esforço extremo. Para esclarecer o quadro clínico e orientar o público, a CARAS Brasil conversou com o médico emergencista Dr. Yuri Castro.
De acordo com o especialista, mesmo pessoas sem histórico prévio de convulsões podem apresentar o quadro em situações específicas. Ele explica que o organismo, quando levado ao limite, pode reagir de forma inesperada.
“A exaustão intensa compromete o funcionamento do cérebro, especialmente quando há privação de sono, desidratação, queda da glicose, estresse físico e emocional elevado e alterações da oxigenação cerebral. Nessas condições, o cérebro pode não ter energia suficiente para manter sua atividade elétrica equilibrada, o que pode desencadear o episódio”, diz.
O médico reforça que uma convulsão nunca deve ser tratada com banalidade. Mesmo quando ocorre de forma rápida, o episódio representa um sinal importante de desequilíbrio no organismo e exige atenção imediata.
“Mesmo quando dura poucos segundos, indica uma perda importante do equilíbrio do organismo e não deve ser minimizada. O risco de morte existe, principalmente se o atendimento for tardio ou se houver complicações como quedas, traumatismo, aspiração de secreções ou parada respiratória”, afirma.
Especialista explica riscos e cuidados em casos de convulsão
Segundo Yuri Castro, a conduta correta diante de uma convulsão envolve interromper imediatamente qualquer atividade em andamento, proteger a pessoa de possíveis traumas e garantir que a respiração esteja adequada até a chegada de atendimento especializado.
O médico destaca que, em ambientes controlados como o BBB, a rapidez da equipe de saúde é determinante para evitar complicações mais graves e possíveis sequelas.
“Um episódio isolado não significa, necessariamente, epilepsia. Na maioria das vezes, trata-se de uma resposta aguda do organismo a um estresse físico extremo, podendo ser reversível. Ainda assim, a investigação médica é fundamental”, detalha.
Por fim, o especialista reforça que a convulsão funciona como um alerta claro do corpo de que seus limites foram ultrapassados. O reconhecimento imediato dos sinais e a intervenção rápida podem ser decisivos para preservar a vida do paciente. “O reconhecimento rápido e o atendimento imediato salvam vidas”, finaliza.