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Carolina Dieckmann fala sobre gratidão à Manoel Carlos e relembra papel em Laços de Família

Em entrevista, Carolina Dieckmann fala sobre a importância de Camila em sua trajetória e relembra o papel de Manoel Carlos em sua vida

Carolina Dieckmann e Manoel Carlos - Foto: Reprodução / Instagram
Carolina Dieckmann e Manoel Carlos - Foto: Reprodução / Instagram

Durante o lançamento de (Des)controle, novo filme protagonizado por Carolina Dieckmann, a atriz voltou a falar sobre um dos papéis mais marcantes de sua trajetória na televisão: Camila, de Laços de Família. Ao relembrar a parceria com o saudoso Manoel Carlos, a atriz destacou o impacto pessoal e profissional do convite feito pelo autor, que morreu no último sábado, 10.

Segundo Carolina, o personagem chegou em um momento de incerteza profunda. Ela havia acabado de se tornar mãe e questionava se seguiria na carreira artística. “A Camila foi um rito de passagem. Veio como um presente, num momento de dúvida”, afirmou.

O convite veio acompanhado de uma carta escrita por Manoel Carlos especialmente para ela, o que tornou a decisão ainda mais simbólica. Veio o convite do Mané com uma carta dizendo que tinha escrito um personagem para mim e esse personagem com essas cenas, com essa carga dramática”.

Frente ao convite tão pessoal, ela revelou que não conseguiu negar o pedido. “Não teve como dizer não e ao mesmo tempo foi o momento em que eu me dei conta de que essa era a profissão que eu queria para o resto da minha vida, completou em entrevista ao portal LeoDias.

A atriz também ressaltou como a personagem atravessou gerações e permanece viva na memória do público, especialmente pela cena em que Camila raspa os cabelos após o diagnóstico de câncer, um dos momentos mais emblemáticos da teledramaturgia brasileira.

A preparação intensa de Carolina Dieckmann para (Des)controle

Além das lembranças de Laços de Família, Carolina Dieckmann falou sobre o trabalho em (Des)controle, longa em que interpreta Kátia, uma escritora que enfrenta o alcoolismo em meio a uma crise criativa e familiar.

Para dar vida à personagem, a atriz passou por um processo de preparação extenso, que envolveu conversas com as diretoras, análise de referências visuais e um estudo aprofundado do comportamento físico e emocional da personagem.

“A gente construiu tudo com muito cuidado. Fiz um trabalho de corpo para entender o desequilíbrio, a lentidão, o olhar, a forma de beber, de engolir”, explicou. Carolina também destacou a importância do laboratório com o elenco, já que o filme dá espaço às relações de apoio que cercam Kátia ao longo da narrativa.

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Izabella Nicolau é repórter de conteúdo do site CARAS. Formada em jornalismo, já passou por sites como Observatório do Cinema e Ultraverso. Escreve sobre cultura, entretenimento e celebridades.