De quase falido a império de mais de US$ 500 milhões: Como o espólio do Rei do Rock renasceu
Mesmo décadas depois, patrimônio segue se valorizando com relançamentos, filmes, turnês virtuais e direitos musicais

No dia 8 de janeiro, data em que Elvis Presley faria aniversário (ele nasceu em 1935), o patrimônio ligado ao Rei do Rock segue sendo motivo de atenção — não apenas pelo valor, mas pelas disputas judiciais e pela forma como a herança tem sido administrada e contestada pela família.
No dia em que morreu, 16 de agosto de 1977, o rei do rock’n roll deixou uma herança que não superava a casa dos US$ 5 milhões. Após sua morte, sua mansão histórica Graceland, em Memphis (EUA), tornou-se um dos maiores símbolos de seu legado artístico e financeiro ao ser aberta ao público como museu em 1982, gerando receitas que ultrapassam US$ 10 milhões por ano em turismo e licenciamento.
Como a fortuna foi salva e valorizada após sérias dificuldades
Originalmente, após a morte de Elvis, o espólio enfrentou dificuldades financeiras e chegou perto de ser vendido. Sua ex-esposa Priscilla Presley assumiu a gestão do patrimônio e tomou a decisão estratégica de abrir Graceland ao público, algo que se mostrou fundamental para a recuperação.
Durante os anos que assumiu a direção da empresa, Priscilla transformou o patrimônio de Elvis de 1 milhão de dólares para 100 milhões, preservando o legado do Rei e o futuro da filha, que herdou a Elvis Presley Enterprises aos 25 anos, em 1993.
Com a administração adequada dos direitos de imagem, royalties de músicas e negócios ligados à marca Elvis Presley Enterprises (EPE), o valor do espólio voltou a crescer ao longo das décadas seguintes, fazendo com que hoje ele seja considerado um dos patrimônios póstumos mais lucrativos da história da música, estimado em mais de US$ 500 milhões.
Disputa familiar e conflitos legais após a morte de Lisa Marie
A única filha de Elvis, Lisa Marie Presley, herdou todo o espólio quando completou 25 anos em 1993 e passou a administrar a propriedade e os direitos por meio de seu próprio trust.
Após a morte de Lisa Marie em janeiro de 2023, surgiram disputas legais dentro da família. Priscilla Presley entrou na Justiça contestando mudanças no trust que a haviam excluído como administradora principal, tentando garantir participação mais ativa no comando do espólio.
Meses depois, um acordo foi fechado em que a atriz e neta de Elvis, Riley Keough, foi nomeada trustee (administradora) exclusiva, enquanto Priscilla recebeu uma compensação para atuar como conselheira do patrimônio.
Graceland no centro de batalhas
A importância financeira e simbólica de Graceland é tamanha que, em 2024, uma tentativa de golpe envolvendo uma empresa falsa que alegava tomar posse da propriedade foi barrada pela Justiça dos EUA, reforçando o valor que esse imóvel histórico ainda representa para a família e como ativo econômico.
Além de Graceland, uma das principais fontes de renda do espólio são os direitos sobre sua obra musical e imagem, que seguem sendo explorados por meio de merchandising, licenciamento para filmes, séries, produtos e eventos especiais.
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