Médica analisa condição que incomoda Ana Castela: ‘Pode gerar…’

A pedido da CARAS Brasil, médica analisa condição que levou Ana Castela a fazer um desabafo nas redes sociais

Médica analisa condição que incomoda Ana Castela: 'Pode gerar...'
Médica analisa condição que incomoda Ana Castela: 'Pode gerar...' - Foto: Reprodução/Instagram

A cantora Ana Castela compartilhou recentemente com seus seguidores o uso de um artifício estético para lidar com a proeminência de suas orelhas.

Através de um vídeo, a artista demonstrou a aplicação de uma fita adesiva transparente, técnica paliativa para disfarçar a condição popularmente conhecida como “orelha de abano”. Embora a cantora utilize um produto específico para a pele, a prática levanta alertas sobre os riscos de improvisos comuns na internet e as soluções definitivas para o quadro.

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O que dizem os profissionais?

A condição atinge tanto adultos quanto crianças e, embora não comprometa a saúde física, possui um impacto significativo no bem-estar emocional. Segundo a Dra. Heloise Manfrim, cirurgiã-plástica, a questão é estritamente anatômica.

“A orelha de abano é caso estético, ela não é considerada funcional porque ela não leva nenhum prejuízo funcional, simplesmente anatômico e estético. Porém, nas crianças pode gerar um problema psicológico muito grande, inclusive por conta do bullying. Essas crianças podem ter um prejuízo emocional que pode interferir no seu desenvolvimento”, explica a especialista.

Anatomicamente, o problema é causado por duas variações: o aumento da cartilagem no fundo da orelha, chamada concha, ou o apagamento da antiélice, a dobra interna que mantém a orelha próxima à cabeça. De acordo com a médica, o uso de colas de cílios ou adesivos instantâneos não é indicado.

“Essas alternativas não cirúrgicas não têm fundamentos e não trazem resultado dourador, é simplesmente resultado imediato, curto prazo e não é recomendado”, afirma.

Como e quando intervir?

A intervenção definitiva é a otoplastia, cirurgia que corrige as alterações estruturais. A Dra. Heloise Manfrim ressalta que o procedimento pode ser realizado a partir dos seis anos, desde que haja vontade da criança. Ela pontua que não se deve operar quando o incômodo parte apenas dos pais.

“O momento certo é a partir dos 6 anos, crianças que sofrem bullying e que desejam melhorar a aparência, já está autorizado seus pais autorizarem”, destaca.

A recuperação costuma ser ágil e com poucas queixas de dor, especialmente em pacientes infantis. Os cuidados pós-operatórios incluem evitar a exposição solar e o uso de faixas protetoras durante o sono para prevenir traumas locais.

Riscos como infecções ou hemorragias são descritos pela cirurgiã como extremamente raros, reforçando a segurança do procedimento em ambiente hospitalar em comparação aos métodos improvisados.

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Dra. Heloise Manfrim (CRM: 35938) é cirurgiã plástica membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica (BAPS) e da Associação Brasileira de Lipedema (ABL). Graduada em Medicina pela Universidade de Marília (Unimar) com título de especialista em Cirurgia Plástica pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, é embaixadora da Cirurgia Plástica Funcional. Autora dos livros “O Norte” e “Lipedema: uma abordagem além da superfície”, também é CEO da Clínica Dall’Ago & Manfrim, em Maringá (PR), e fundadora e CEO do CELIP (Centro Especializado em Tratamento de Lipedema). @plasticaetal