Como Raul Gazolla sobreviveu a 6 infartos? ‘Eu só continuei aqui porque…’
Aos 69 anos, o ator Raul Gazolla já sofreu 6 infartos; o artista credita sua sobrevivência a um hábito mantido desde a juventude

O ator Raul Gazolla voltou a emocionar o público ao contar que sua rotina de exercícios, em especial a musculação, foi determinante para que ele sobrevivesse a seis infartos ao longo da vida. Aos 69 anos, o ator credita à força física e ao condicionamento adquiridos ao longo das décadas sua capacidade de resistir a episódios tão graves.
“Eu só continuei aqui porque minha condição física me sustentou”, afirmou o artista, destacando a disciplina que mantém desde a juventude.
Para entender por que a musculação pode exercer um papel tão protetor no organismo, a CARAS Brasil conversou com a cardiologista Dra. Lívia Sant’Ana, que analisa o caso do ator e explica como o treino de força pode literalmente salvar vidas.
Segundo Dra. Lívia, os benefícios da musculação ultrapassam totalmente a estética. “A musculação melhora o condicionamento global, reduz o esforço cardíaco no dia a dia e ajuda a controlar fatores de risco como colesterol, glicemia e pressão arterial”, explica.
O fortalecimento da musculatura também impacta diretamente o funcionamento do coração: “Quando ganhamos massa magra, o coração trabalha com mais eficiência. Ele gasta menos energia para realizar as mesmas funções. Isso é protetivo e faz diferença em situações críticas”.
O caso de Raul Gazolla: quando a reserva física faz diferença
O ator sempre foi adepto de atividades como capoeira, natação, jiu-jitsu, funcional e musculação. Para a especialista, essa base construída ao longo da vida foi fundamental. “Mesmo diante de episódios graves, ele tinha reserva muscular e cardiovascular. Esse estofo melhora a recuperação e, em muitos casos, determina a sobrevivência”.
Menos colesterol ruim, mais proteção
A médica explica por que o treino de força modifica o metabolismo no longo prazo:
- Reduz LDL (colesterol ruim);
- Aumenta HDL (colesterol bom);
- Diminui inflamação sistêmica;
- Favorece controle de glicemia e peso.
“O músculo é um órgão com papel metabólico ativo. Quanto mais massa muscular, menor a probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares”.
A cardiologista afirma que não apenas é seguro, como é recomendado incluir exercícios de força na rotina de pessoas com risco cardiovascular — desde que com supervisão. “Hoje, a reabilitação cardíaca inclui musculação. Ela aumenta a capacidade funcional, melhora a sensação de bem-estar e reduz o risco de um novo evento”.
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Alerta
“Não é sobre levantar cargas gigantes. É sobre treinar com técnica, regularidade e acompanhamento médico”. Para quem nunca treinou ou tem histórico de doenças, avaliação é indispensável.
“Cada coração tem um passado. Antes de iniciar uma rotina intensa, é preciso uma avaliação completa”. Exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico podem ser solicitados de acordo com o perfil do paciente.
Gazolla costuma dizer que hoje está em sua melhor forma e isso faz sentido para a médica. “Musculação é antienvelhecimento. Depois dos 50 anos perdemos massa muscular rapidamente. Sem força, perdemos autonomia. Com força, ganhamos longevidade”.
A cardiologista resume o principal recado: “A rotina que salvou Raul está ao alcance de todos: tratar o corpo com compromisso diário. Musculação, quando bem orientada, é um dos remédios mais poderosos que temos”.
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