Galã da Globo enfrenta perseguição e ameaça, e psicóloga alerta: ‘Dano psicológico’
Galã de novelas da Globo, Marcos Pitombo é alvo de stalker há mais de um ano e sofre ameaças constantes por paixão não correspondida

O ator Marcos Pitombo (43), que estrelou novelas como Salve-se Quem Puder (2020) e Haja Coração (2016), relatou ser perseguido por um stalker há mais de um ano. A situação preocupante foi exposta pelo artista após a prisão do perseguidor de Isis Valverde, detido dentro do condomínio em que a atriz vive com o marido, o empresário Marcus Buaiz, e o filho, Rael, no Rio.
Galã das novelas, Pitombo mostrou mensagens em que é ameaçado de morte por não corresponder à paixão doentia do stalker, que, inclusive, foi filmado por ele no momento em que era perseguido na rua. O ator mostrou o momento do flagra, mas ocultou o rosto do homem.
Stalker atrás de Marcos Pitombo
CARAS Brasil entrevista a psicóloga Larissa Fonseca para entender quais os danos essa situação vivenciada pelo artista pode causar à sua saúde mental. Segundo a especialista em comportamento, é algo sério e impossível de ser ignorado.
“Viver sob perseguição constante provoca um impacto psicológico profundo. O medo deixa de ser pontual e passa a organizar a rotina emocional da pessoa. Surgem ansiedade, hipervigilância, alterações no sono e uma sensação persistente de ameaça, como se o corpo estivesse sempre em estado de defesa, mesmo quando nada acontece”, explica.

Medo constante
Esse cenário interfere diretamente no trabalho e na vida social, de acordo com Fonseca. A concentração diminui, a espontaneidade desaparece e a exposição, antes parte da profissão, passa a ser percebida como risco.
“Em pessoas públicas, o desgaste costuma ser maior, porque o espaço profissional se mistura com a vida pessoal, ampliando o sentimento de insegurança”, afirma.
Quando casos como o de Marcos Pitombo e o de Isis Valverde também vêm à tona, fica evidente que o stalking não tem relação com atitudes da vítima, mas com a dificuldade do agressor em lidar com limites e frustração. “A visibilidade aumenta o acesso e a invasão, tornando ainda mais importante buscar apoio psicológico e jurídico. Stalking não é admiração, é violação, e precisa ser tratado com seriedade para proteger a integridade física e a saúde mental”, finaliza.
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