Antes e depois de Lauana Prado reacende debate sobre harmonização facial natural
Especialista explica que qualidade dos produtos intereerem diretamente em resultados naturais como no caso de Lauana Prado

O antes e depois de Lauana Prado, que voltou a circular após a cantora aparecer com o rosto mais harmônico e rejuvenescido, reacendeu um debate recorrente nas redes sociais: até que ponto a harmonização facial pode valorizar os traços sem descaracterizar a identidade? O caso da sertaneja chama atenção justamente pelo resultado discreto, que levanta a curiosidade sobre o que define uma harmonização bem executada.
Segundo a cirurgiã plástica Dra. Paula Furtado, o principal critério para um bom resultado está longe de padrões ou modismos. “O principal fator é o respeito às proporções do rosto. Uma harmonização bonita não muda a identidade da pessoa, ela só realça o que já existe. Avaliamos formato do rosto, estrutura óssea, qualidade da pele, idade e até expressões faciais. Quando há exagero de produto ou tentativa de padronizar rostos, o resultado pode ficar artificial, com marcações indesejadas e até stigma de face preenchida”, explicou a médica.
Quantidade ideal
Um dos maiores erros quando se fala em harmonização facial é imaginar que exista uma quantidade fixa de produto para todos os rostos. De acordo com a especialista, cada caso exige uma análise individualizada. “Não existe uma quantidade padrão. Cada rosto é único. O cirurgião faz uma avaliação global, observa o rosto em repouso e em movimento, analisa simetria, volume e sustentação. Hoje, muitos profissionais usam análises fotográficas detalhadas e até avaliação tridimensional para planejar o tratamento. A regra é sempre: menos é mais”, afirmou a Dra. Paula.
Técnicas e produtos fazem diferença no resultado
Além da quantidade, a escolha dos produtos e da técnica interfere diretamente no aspecto final da harmonização. “Totalmente. Existem preenchedores mais firmes, indicados para sustentação, e outros mais maleáveis, usados para dar suavidade. Bioestimuladores têm outra função, que é estimular o colágeno ao longo do tempo. A escolha entre cânula ou agulha, os pontos de aplicação e a profundidade correta fazem toda a diferença. Um bom planejamento técnico evita exageros e resultados artificiais”, destacou a cirurgiã.
Quando a harmonização perde o equilíbrio com o tempo
Resultados desarmônicos que surgem meses ou anos depois também têm explicação médica. “Isso pode acontecer por excesso de produto, técnica inadequada ou falta de individualização da anatomia do paciente. Outro ponto importante é o acúmulo de preenchedores antigos, feitos ao longo dos anos sem critério. Um profissional cuidadoso respeita o tempo de absorção dos produtos, reavalia o rosto antes de novos procedimentos e, quando necessário, dissolve excessos”, alertou a especialista.
Por que os valores variam tanto?
O custo de uma harmonização facial também costuma gerar dúvidas, e comparações equivocadas. Segundo a Dra. Paula Furtado, preço baixo pode ser um sinal de alerta. “O preço depende de vários fatores: qualidade e marca dos produtos utilizados, quantidade necessária, técnica empregada e experiência do profissional. Procedimentos mais baratos podem usar produtos de menor durabilidade ou não seguir protocolos de segurança adequados. O paciente deve sempre verificar se o profissional é qualificado, se os produtos são aprovados e se há um planejamento individualizado. Segurança e naturalidade devem vir antes do preço”, concluiu.
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