Ator de Dona de Mim passa por cirurgia delicada e médico revela diagnóstico: ‘É uma infecção grave’
Ator de Dona de Mim está internado desde a última sexta-feira, 15, após cirurgia feita pelo SUS

O ator Claudio Cinti (60), que recentemente fez uma participação em Dona de Mim (Globo), passou por um transplante de rim na última sexta-feira, 12. O procedimento cirúrgico foi realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em um hospital público.
Cinti aguardava o transplante há mais de um ano, após sofrer com uma pneumonia e uma septicemia, infecção generalizada. Ainda não há uma atualização sobre o quadro de saúde do artista nem previsão de alta médica.
Em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Yuri Castro, médico emergencista, explica que o estado anterior do ator de Dona de Mim pode ter uma forte relação com a necessidade do procedimento. Isso acontece após vários órgãos serem comprometidos.
“Pode haver relação. A septicemia (ou sepse) é uma infecção grave e pode comprometer vários órgãos, incluindo os rins. Durante quadros graves de sepse, a queda da pressão arterial, a inflamação intensa e o uso de medicamentos potentes podem levar a uma lesão renal aguda. Em alguns pacientes, essa lesão não se reverte completamente e evolui para insuficiência renal crônica, situação em que os rins perdem, de forma definitiva, a capacidade de filtrar o sangue”, diz.
“O transplante renal é indicado quando o paciente atinge o estágio final da doença renal, ou seja, quando os rins já não conseguem mais manter o equilíbrio do organismo, mesmo com tratamento clínico”, complementa o especialista.
Tratamento
Inicialmente, o tratamento visa controlar a infecção, estabilizar o paciente e preservar a função dos órgãos. Quando os rins são afetados de forma permanente, o paciente passa a ser acompanhado por um nefrologista para um controle adequado.
“Se a insuficiência renal evolui, pode ser necessário iniciar diálise, que substitui parcialmente a função dos rins. O transplante entra como a melhor alternativa a longo prazo, pois oferece melhor qualidade de vida e maior sobrevida em comparação à diálise contínua. Após o transplante, o paciente precisa usar medicações imunossupressoras para evitar a rejeição do novo órgão”, explica.
A recuperação após um transplante renal costuma ser progressiva. Em geral, o paciente permanece internado por alguns dias a semanas, dependendo da evolução clínica. Nos primeiros meses, o acompanhamento médico é rigoroso, com exames frequentes para avaliar a função do rim transplantado e ajustar as medicações. Com o tempo, muitos pacientes retomam suas atividades normais, mantendo cuidados contínuos, como uso correto dos remédios, alimentação adequada e acompanhamento médico regular.
Quando o transplante se torna a melhor alternativa
Antes de indicar o transplante, a medicina sempre tenta tratamentos conservadores, como controle rigoroso da pressão arterial, do diabetes (quando presente), ajuste de medicações e mudanças no estilo de vida do paciente que se encontra no quadro clínico em questão.
“Quando os rins já não conseguem mais cumprir sua função, a principal alternativa é a diálise, que pode ser feita por hemodiálise ou diálise peritoneal. Essas terapias mantêm o paciente vivo, mas trazem desconforto e riscos para o paciente. Por isso, quando possível, o transplante é considerado a opção mais completa e eficaz”, finaliza.
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