Quem é o cantor que já expulsou Chitãozinho e Xororó de hospital? Sertanejo faria 91 anos
Apesar do reconhecimento artístico, ícone musical também era conhecido por seu temperamento forte

Se estivesse vivo, Tião Carreiro (1934-1993) teria completado 91 anos neste sábado, 13. Considerado um dos maiores nomes da música sertaneja raiz, o violeiro não marcou apenas a história do gênero com seu talento e inovação, mas também com episódios polêmicos que atravessaram gerações, entre eles, um relato surpreendente envolvendo a dupla Chitãozinho (71) e Xororó (68).
José Dias Nunes, nome de batismo do artista, nasceu em Monte Azul (MG), em 13 de dezembro de 1934, e se consagrou como um dos principais responsáveis pela preservação e evolução da música caipira. Foi ele quem criou o pagode de viola, ritmo que revolucionou o sertanejo tradicional e se tornou marca registrada de sua obra.
Antes da fama, Tião trabalhou como garçom e se apresentava em rádios e circos do interior paulista. A virada em sua carreira aconteceu quando passou a dominar a viola, instrumento que o acompanharia por toda a vida. Ao longo dos anos, formou diversas duplas, mas foi ao lado de Pardinho (1932-2001) que construiu seu legado definitivo, tornando-se referência para inúmeras gerações de artistas.
Entre suas composições e gravações, o pagode de viola se destacou como um dos pilares do sertanejo de raiz. Canções que exaltavam a vida no campo, a cultura caipira e o cotidiano da roça ajudaram a eternizar seu nome na música brasileira.
Assista a um trecho da dupla Tião Carreiro & Pardinho:
Expulso!
Apesar do reconhecimento artístico, Tião Carreiro também era conhecido por seu temperamento forte. Um episódio pouco conhecido do grande público veio à tona recentemente após revelação de Dona Aurora (falecida em 2024), cantora conhecida como a “madrinha do sertanejo”. Em entrevista ao podcast Canal do Fontinelly, apresentado pelo radialista Sergio Fontinelly, ela contou que Tião teria expulsado Chitãozinho e Xororó de um hospital quando os irmãos foram visitá-lo para oferecer ajuda.
Segundo o relato, o violeiro não reagiu bem à visita e pediu que a dupla se retirasse, atitude atribuída por colegas a seu jeito difícil e perfeccionista. A declaração repercutiu nas redes sociais e reacendeu discussões sobre os bastidores do sertanejo, mostrando que, por trás da admiração mútua entre os ícones do gênero, também existiam conflitos e personalidades fortes.
Assista à entrevista de Dona Aurora ao podcast:
Mesmo assim, o legado de Tião Carreiro permanece incontestável. Reconhecido como um dos maiores violeiros do país, ele influenciou diretamente artistas como os próprios Chitãozinho e Xororó, que ajudaram a levar o sertanejo a novos públicos a partir dos anos 1970.
Tião Carreiro morreu em 15 de outubro de 1993, aos 58 anos, em São Paulo, em decorrência de complicações da diabetes, pouco tempo depois de anunciar que passaria por um transplante de rim. Décadas após sua morte, sua obra segue viva, reafirmando sua importância como um dos pilares fundamentais da música sertaneja brasileira.
