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Filha de Leonardo revela cicatrizes de cirurgia no coração e médica reforça alerta: ‘Pode ficar…’

Emocionada, filha de Leonardo relembra cirurgia cardíaca delicada feita na infância e conta: 'Não era para eu estar aqui'

Filha de Leonardo revela cicatrizes de cirurgia no coração e médica reforça alerta: 'Pode ficar...'
Filha de Leonardo revela cicatrizes de cirurgia no coração e médica reforça alerta: 'Pode ficar...' - Reprodução/Instagram

Jéssica Beatriz Costa emocionou os seguidores ao mostrar nas redes sociais as cicatrizes deixadas pelas cirurgias cardíacas que precisou enfrentar ainda bebê. Filha do cantor Leonardo, a influenciadora exibiu as marcas no peito, abaixo dos seios, na barriga e na cintura.

A reflexão surgiu após uma seguidora perguntar como ela lidava com as marcas na adolescência. “Super de boa! As minhas cicatrizes cardíacas eu sempre levei como parte da minha história e de um milagre que aconteceu comigo. Eu fui condicionada a enxergar assim desde pequena, não é fácil, mas é possível. É a forma mais linda de você honrar sua história”.

Mesmo assim, a influenciadora reconhece que o processo nem sempre é simples. “As que circulei de rosa são cicatrizes que eu não gosto. Acho que consigo entender o lado de quem também passa por isso. A chave é ressignificar”.

A superação da filha de Leonardo

As cirurgias de Jéssica foram necessárias porque ela nasceu com uma cardiopatia congênita complexa. A própria influenciadora relembrou o diagnóstico: “Nasci com Tetralogia de Fallot extremo com atresia pulmonar + CIV + hipoplasia do ramo esquerdo. E não. Não era para eu estar aqui! Mas o meu Deus é o Deus que opera com milagre”.

Ela passou por duas cirurgias ainda na infância, a primeira aos 8 meses e a segunda aos 2 anos. Mais tarde, em 2020, precisou enfrentar uma terceira intervenção, dessa vez para troca da válvula pulmonar.

O que é a Tetralogia de Fallot?

Para entender o que está por trás do quadro de Jéssica e como é a vida adulta de quem nasce com cardiopatia congênita, a CARAS Brasil ouviu a cardiologista e nutróloga Dra. Lívia Sant’ana, especialista em cardiopatias congênitas.

Segundo a médica, a Tetralogia de Fallot é uma das doenças cardíacas congênitas mais conhecidas e envolve quatro defeitos estruturais no coração que prejudicam a circulação do sangue para os pulmões.

“No caso específico da Jéssica, havia ainda atresia pulmonar, quando a via de saída do sangue para o pulmão é totalmente fechada, e hipoplasia de um dos ramos pulmonares. Isso torna o quadro mais complexo e exige múltiplas intervenções ao longo da vida”, explica.

A correção cirúrgica costuma acontecer nos primeiros anos de vida, mas isso não encerra o acompanhamento. “O paciente cresce, mas as próteses e válvulas implantadas na infância não crescem com ele. Com o tempo, podem ficar insuficientes, desgastadas ou estreitadas, e por isso novas cirurgias, como a troca da válvula pulmonar, são esperadas na adolescência ou vida adulta”.

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Vida adulta após cardiopatia congênita

A Dra. Lívia afirma que adultos com Tetralogia de Fallot reparada precisam de acompanhamento contínuo, geralmente anual, com cardiologista especializado em cardiopatias congênitas. Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Função da válvula pulmonar;
  • Risco de arritmias;
  • Função do ventrículo direito;
  • Exames regulares;
  • Ecocardiograma, ressonância cardíaca e avaliação elétrica são essenciais para acompanhar a evolução.

“Com acompanhamento adequado, a maioria desses pacientes leva uma vida ativa, trabalha, viaja, pratica exercícios e envelhece com qualidade”, afirma.

Sobre as marcas mostradas por Jéssica, a cardiologista explica que cicatrizes no tórax, abdômen e laterais são comuns em cirurgias cardíacas infantis. “São pontos de acesso necessários para salvar a vida do paciente. Fazem parte do percurso médico, mas com o tempo, muitas podem ser tratadas dermatologicamente, se houver desejo estético”.

Para Dra. Lívia, a trajetória de Jéssica ilustra o avanço da cardiologia moderna: “O que antes era incompatível com a vida hoje permite que esses pacientes cheguem à vida adulta com autonomia, qualidade de vida e perspectiva de futuro”.

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Dra. Lívia Sant’Ana (RQE: 54104/541041)é médica formada pela Universidade São Francisco, com título de especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Pós-graduada em Medicina Integrativa e Nutrologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, oferece uma abordagem que une ciência, escuta e cuidado. Após anos dedicada à medicina diagnóstica, redescobriu no atendimento clínico sua verdadeira missão: acolher o paciente como um todo e promover saúde de forma leve, equilibrada e sem neuras. Atua com foco em bem-estar, hábitos saudáveis e qualidade de vida.