Considerado um dos galãs atuais das novelas, Caio Castro concedeu uma entrevista ao canal Sua Brother, comandado pela apresentadora Renatinha Diniz, no YouTube, em que falou sobre um tema tido como polêmico no mundo masculino: a disfunção erétil. Na declaração dada em junho de 2022, o ator desabafou sobre a necessidade de sempre se mostrar engatilhado na hora “H”, sem margem para uma falha natural.
“É óbvio que a gente entra mais nessa questão com um amigo ou com a gente mesmo, mas tem um grupo, uma parcela de meninas que não ajuda, que faz questão de [cobrar]: ‘E aí, meu? Nossa!’. Dá vontade de perguntar [a elas]: ‘Quantos anos você tem?'”, disse.
É tabu entre homens
A declaração de Caio ocorreu no mesmo ano em que ele interpretou Pablo Xavier na novela Todas as Flores, do Globoplay, e rendeu discussão e piadas no meio digital. Para falar sobre o tema, CARAS Brasil entrevista o Dr. Nelson Batezini, médico urologista, que explica que a condição pode atingir qualquer idade.
“Disfunção erétil é a dificuldade persistente de conseguir ou manter uma ereção firme o suficiente para a relação sexual. Não é sobre ‘falta de vontade’, é uma condição médica que pode acontecer em qualquer idade”, afirma o especialista.
Segundo ele, o problema que atingiu o ator pode ter origem emocional. Entretanto, um resultado de combinação de fatores nunca deve ser descartado.
“A causa pode ser física, psicológica ou uma combinação das duas. Doenças como diabetes, hipertensão, obesidade, alterações hormonais e tabagismo estão entre os principais fatores físicos. Já ansiedade, estresse, depressão e pressão de desempenho também têm muita influência”, diz.
Dr. Nelson alerta que a disfunção erétil tem solução na maioria dos casos. No entanto, o paciente deve ficar atento aos sinais do corpo e buscar ajuda médica especializada o mais precocemente possível para uma investigação detalhada sobre a causa.
“Em grande parte dos casos, sim, tem cura. Quando tratamos a causa — seja hormonal, vascular ou emocional —, o paciente volta a ter ereções normais. Mas o tratamento precisa ser direcionado e acompanhado por um especialista”, fala.
“O tratamento vai desde mudanças no estilo de vida até medicamentos orais, terapia hormonal, psicoterapia, dispositivos de vácuo e, em casos mais graves, tratamentos injetáveis ou cirurgia. O importante é não se automedicar. Cada causa exige um cuidado diferente”, conclui.
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Dr. Nelson Batezini (CREMERS 26.958/RQE 23814) é médico urologista com ampla formação e atuação reconhecida na área de disfunções miccionais e urologia feminina. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), realizou residência em Cirurgia Geral no Hospital Nossa Senhora da Conceição e em Urologia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Aperfeiçoou-se por meio de um fellowship em Disfunções Miccionais, Urologia Feminina e Urodinâmica na Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), onde também obteve seu doutorado em Urologia. Foi médico assistente do setor de Urologia Feminina e Urodinâmica da UNIFESP entre 2008 e 2011 e atualmente é preceptor da Residência Médica em Urologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.