Clara Maia defende infância livre e natural; médica explica benefícios
Os filhos de Clara Maia brincam na areia, andam descalços, tomam chuva e exploram o mundo com autonomia

Nas redes sociais, Clara Maia causou repercussão ao falar sobre sua forma de educar os filhos: ela defende uma infância livre, sem excesso de regras, permitindo que as crianças brinquem na areia, andem descalças, tomem chuva, toquem a terra e explorem o mundo com naturalidade.
A declaração reacende uma questão antiga entre pais, educadores e especialistas: como equilibrar liberdade e segurança nas brincadeiras das crianças, especialmente quando o ambiente é externo ou envolve contato com a natureza.
Para entender os benefícios desse estilo de criação e quais cuidados deveriam acompanhá-lo, a Casa do Brasil conversou com a pediatra Maria de Fátima Mota.
Liberdade na infância
Para a pediatra, liberdade na infância não significa ausência de cuidado, mas sim oportunizar experiências adequadas a cada fase de desenvolvimento. Ela afirma que dar à criança a chance de entrar em contato com grama, areia, água, chuva leve, animais ou outros elementos naturais pode trazer inúmeros ganhos físicos, emocionais e sensoriais.
“A liberdade na infância deve ser oferecida de forma gradual. Cada idade permite um tipo de experiência e de contato com o ambiente. Liberdade não é ausência de cuidado: é proporcionar vivências adequadas e seguras para cada fase.”, afirma Maria de Fátima Mota.
Segundo ela, esse tipo de vivência estimula coordenação motora, equilíbrio, sensações distintas, curiosidade e autonomia — uma visão que conversa diretamente com a defesa de Clara Maia sobre permitir que os filhos vivam a infância em contato real com o mundo.
Benefícios físicos, mentais e emocionais
Diversos estudos apontam que o contato com espaços naturais contribui de forma ampla para o desenvolvimento infantil. Entre os benefícios estão melhora da coordenação motora, estímulo da criatividade, fortalecimento sensorial, bem-estar emocional e até melhora do sono.
A pediatra explica que o nível de liberdade deve acompanhar a idade:
- Bebês de cerca de 6 meses: podem sentir a areia da praia, tocar a grama ou molhar os pés na água, sempre sob supervisão.
- Crianças maiores: podem caminhar descalças em superfícies variadas, tocar plantas, interagir com animais e explorar mais livremente, desde que o ambiente seja seguro.
“Quando a criança tem contato com a natureza — grama, areia, água, chuva leve, animais — ela recebe estímulos que fortalecem o desenvolvimento motor, sensorial, emocional e ainda reduzem o estresse. Crianças que exploram o ambiente ganham autonomia, criatividade e confiança.”, diz a pediatra.
Andar descalço, por exemplo, ativa a propriocepção, fortalece a musculatura dos pés e melhora o equilíbrio — quase como uma “aula natural” de desenvolvimento.
Além disso, o contato frequente com o ambiente natural pode favorecer a imunidade, reduzir ansiedade e prevenir sedentarismo, problema comum na infância atual.
Como oferecer liberdade com segurança
Brincar ao ar livre não significa abrir mão de supervisão. De acordo com Maria de Fátima, a liberdade precisa ser gradual e acompanhada, considerando a fase de desenvolvimento da criança. Entre os principais cuidados:
- Garantir que o ambiente seja seguro, sem objetos cortantes, resíduos perigosos ou itens pequenos;
- Adaptar a exploração ao desenvolvimento infantil;
- Estar presente durante as brincadeiras, especialmente em contato com água ou animais;
- Ensinar limites de maneira progressiva.
“Cada faixa etária exige supervisão diferente.”, alerta a pediatra.
Ela reforça que o ambiente deve ser preparado, mas sem transformar liberdade em proibição. Quanto mais o espaço é seguro, menos os adultos precisam dizer “não”.
Lesões e imprevistos: como agir diante de acidentes leves
A pediatra explica que acidentes leves são parte da infância, e não motivo para impedir que a criança explore o ambiente. Ela orienta como agir:
- Cortes pequenos: lavar com água e sabão, remover sujeiras e cobrir com curativo limpo;
- Arranhões ou ralados: limpar, manter seco e observar sinais de inflamação;
- Picadas leves de insetos: lavar, aplicar compressa fria e observar alergias;
- Batidas sem gravidade: compressa fria e monitoramento;
- Quando buscar ajuda médica: sangramento intenso, dor forte, febre, sinais de infecção, queda com alteração de comportamento, vômitos ou dificuldade para andar.
“A exploração segura não elimina riscos, mas ensina a criança a conhecer o próprio corpo, os limites, o ambiente e a desenvolver resiliência.”, afirma Maria de Fátima.
ACOMPANHE O INSTAGRAM DA CARAS BRASIL E FIQUE POR DENTRO DE TUDO O QUE ACONTECE NO MUNDO DOS FAMOSOS:
Ver essa foto no Instagram