Acidente doméstico com filha de Neymar Jr alerta para cuidados em casa

Médica orienta como prevenir riscos e tornar o lar mais seguro para evitar o que aconteceu com Helena, filha de Neymar Jr

Acidente doméstico com filha de Neymar Jr alerta para cuidados em casa - Instagram

A bebê Helena, filha de Neymar Jr. com a influenciadora Amanda Kimberlly, sofreu um acidente doméstico no fim de outubro de 2025. Segundo a mãe, a criança empurrou uma porta do closet que, por causa de vácuo, bateu com força e atingiu a mão — o impacto foi tão grave que esmagou o dedo da menina quase totalmente, exigindo cirurgia de emergência.  A influenciadora relatou nas redes sociais o desespero e o susto da família: Helena chegou a ter o dedo pendurado por um “fio de pele”.

Nesta quarta (4), Amanda compartilhou novas imagens mostrando a filha com o dedo enfaixado em recuperação, e informou que a menina está reagindo bem, brincando e sem dor.

Por que acidentes domésticos acontecem com crianças pequenas

Para entender como evitar esse tipo de susto, conversamos com a pediatra Dra. Maria de Fátima Alves Soares Mota. Segundo ela, crianças pequenas ainda não têm noção real de perigo — e a curiosidade, a pressa e a falta de coordenação nas brincadeiras tornam acidentes domésticos bastante comuns.

Ela observa que, muitas vezes, “basta um segundo” — como empurrar uma porta — para que ocorra uma lesão grave.

“Crianças pequenas ainda não têm noção real de perigo, e por isso os acidentes domésticos acontecem em questão de segundos — como no caso da Helena, que prendeu o dedo na porta.”, afirma a Dra. Maria de Fátima Mota.

Para reduzir os riscos sem impedir o desenvolvimento e a exploração natural, a pediatra recomenda medidas simples de prevenção — adaptando a casa, mas mantendo ambiente acolhedor.

Como tornar a casa mais segura sem sufocar a criança

Segundo Dra. Maria de Fátima, é possível equilibrar segurança e liberdade — basta adotar algumas medidas práticas:

  • Proteger quinas de móveis com protetores;

  • Instalar travas ou batentes de segurança em portas;

  • Manter produtos tóxicos, medicamentos e objetos pequenos fora do alcance da criança;

  • Fixar móveis e evitar que possam tombar;

  • Bloquear escadas ou áreas de acesso perigoso;

  • Nunca deixar pequenos objetos soltos no chão ou superfície baixa.

“Para reduzir riscos sem impedir a exploração natural, os pais podem adotar medidas simples: proteger quinas, manter portas com travas ou batentes de segurança, esconder produtos tóxicos, fixar móveis, bloquear escadas e nunca deixar objetos pequenos ao alcance.”, orienta a pediatra.

Essas precauções ajudam a transformar a casa em um espaço seguro, sem transformar o lar num ambiente proibitivo — essencial para o desenvolvimento da autonomia infantil.

Supervisão e rotina: proteção contínua durante o crescimento

À medida que a criança começa a andar e explorar sozinha, a supervisão constante continua sendo o principal fator de prevenção. A pediatra recomenda também criar rotinas seguras, com organização previsível dos ambientes e limites claros:

  • Evitar circulação de crianças em áreas inseguras — como cozinha em uso, banheiro molhado ou perto de escadas;

  • Ensinar gradualmente regras simples, como “não subir aqui”, “não mexer nisso”;

  • Estar sempre presente, especialmente durante brincadeiras ou quando houver risco de acidente.

“A casa deve ser um ambiente preparado, mas não proibitivo.”, resume Dra. Maria de Fátima Mota.

Após o acidente: quando buscar ajuda médica

Mesmo pequenos acidentes devem ser observados com atenção. A pediatra alerta que certos sinais não devem ser ignorados — e exigem avaliação imediata:

  • Vômitos ou sonolência excessiva;

  • Irritabilidade intensa ou choro inconsolável;

  • Inchaço grande, deformidade, sangramento persistente ou dificuldade de mexer o membro afetado;

  • Qualquer alteração respiratória ou comportamento distinto da criança.

“Quando os pais ‘sentem que algo não está normal’”, é importante buscar avaliação médica imediatamente, alerta Dra. Maria de Fátima.

A ideia é evitar que um problema aparentemente pequeno se transforme em algo grave — inflamando, infectando ou comprometendo o desenvolvimento da criança.

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Dra. Maria de Fátima Alves Soares Mota é médica pediatra (CRM56127 e RQE 35354), titulada especialista em Pediatria, formada pela Faculdade de Taubaté. Possui pós-graduação pela Universidade São Camilo e residência médica pela Santa Casa de Santos, com especializações em Cuidados Paliativos, Neonatologia e Terapia Intensiva Pediátrica. Atua como Coordenadora do Hospital Saint Patrick e responsável técnica (RT) da Unidade Kids da Rede Altana, Clínica de Retaguarda especializada em cuidados paliativos e reabilitação infantil. Proprietária da Clínica Jardim das Estrelas, onde promove um atendimento humanizado e integrado, voltado à saúde e ao bem-estar das crianças e suas famílias. @_clinicajardimdasestrelas