Ex de Dado Dolabella expõe “plano” e especialista alerta: ‘Mais suscetível’
A influenciadora Marcela Tomaszewski, ex de Dado Dolabella, revela provas de agressão em relação relâmpago; psicóloga da CARAS Brasil analisa

O histórico de polêmicas envolvendo Dado Dolabella ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (3). A modelo Marcela Tomaszewski utilizou suas redes sociais para denunciar o ator por agressões físicas e psicológicas. Segundo a modelo, os abusos ocorreram entre setembro e outubro deste ano, durante o breve relacionamento do casal.
Para sustentar a acusação, Marcela divulgou prints e fotos como provas materiais dos episódios de violência. Em um desabafo contundente, ela revelou que o medo de julgamentos a manteve em silêncio inicialmente, mas a recente onda de notícias sobre violência contra a mulher a encorajou a falar. A modelo ainda sugeriu que o namoro teria servido como uma estratégia de imagem para o ator: segundo ela, uma tentativa de “limpar” a reputação de homem agressivo de Dolabella perante o público.
Para entender a dinâmica psíquica por trás de casos recorrentes como este, a CARAS Brasil conversou com a psicóloga Leticia de Oliveira. A especialista analisou o comportamento do ator e as dificuldades enfrentadas pelas vítimas ao denunciarem figuras públicas.
“O arrependimento não muda o padrão”
Para a psicóloga Leticia de Oliveira, o caso reflete um ciclo comportamental difícil de ser quebrado sem intervenção profunda.
“A ex-namorada do Dado Dolabella fez uma queixa dizendo que tinha sofrido agressão. O ator e cantor já é conhecido e já tem um histórico de violência, de agressão, de ser uma pessoa com nível de tolerância muito baixo e com nível de impulsividade muito alto“, aponta a especialista.
Leticia destaca que a imagem pública do ator já estava associada a esses episódios.
“Durante muito tempo, a impressão que eu tenho é que ele ficou com esse rótulo de uma pessoa disfuncional, um cara agressivo, um cara tóxico que estabelece relações nocivas com suas parceiras. Depois de muito tempo, ele reaparece e esse histórico, esse padrão de comportamento, volta a aparecer.”
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A profissional alerta que pedidos de desculpas, por si sós, não garantem transformação real.
“Acho que a gente trabalha com hipóteses, a gente trabalha com relato de fatos, mas é muito comum esse padrão. É muito difícil uma pessoa mudar. Ela pode se arrepender, mas o arrependimento em si não muda o padrão de comportamento. À medida que ele vai se relacionando e se aprofundando, se vinculando, ele fica mais vulnerável e mais suscetível a agir de maneira impulsiva e agressiva.”
A culpa recai sobre a vítima
A psicóloga também analisou o peso social que recai sobre mulheres que denunciam homens famosos, citando a pressão para “salvar a imagem” do agressor.
“No caso, o que a vítima tem é que lidar com esse peso. Muito provavelmente, se ela retirou a denúncia [em casos anteriores ou hipotéticos], não foi porque mentiu. A chance maior é de ela ter sido coagida a retirar a denúncia para não ‘estragar’ a imagem dele. O que é péssimo para ela, porque recai sobre ela a responsabilidade da denúncia”, explica Leticia.
A especialista finaliza com uma reflexão sobre como a sociedade inverte a culpa, protegendo a imagem masculina enquanto silencia a mulher.
“É como se o problema estivesse nela denunciar e não nele agredir. Como se o problema fosse ela ‘sujar’ a imagem dele, e não ele machucá-la e sujar a própria imagem com o seu comportamento. Isso configura muito a sociedade em que a gente vive, na qual a consequência não chega para a pessoa que age; ela chega para quem denuncia, chega para a vítima. Uma mãe que não recebe a pensão vai à Justiça e é ela quem ‘coloca o pai na cadeia’. É assim que o mundo funciona, e nisso as mulheres continuam sendo vítimas, continuam sendo silenciadas, enquanto pessoas famosas continuam mantendo a imagem. E o ciclo do abuso e da violência continua permanecendo.”
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