Fernanda Lima fala sobre a filha e revela alerta importante, aponta especialista
Especialista analisa relato da apresentadora Fernanda Lima e aponta sinais que os pais não devem ignorar

A recente declaração de Fernanda Lima sobre a filha ter vivido um momento desconfortável com um amiguinho chamou atenção pela sensibilidade e pela forma como a apresentadora descreveu a reação da menina. Embora, à primeira vista, pareça apenas uma situação comum da infância, o episódio traz aspectos emocionais importantes sobre limites, autopercepção e a forma como crianças expressam desconforto. Para explicar essa dinâmica, a psicanalista Cintia Castro analisou o caso e destacou como pequenos gestos podem revelar muito sobre o funcionamento interno dos pequenos.
O que aconteceu com a filha de Fernanda Lima?
Durante uma conversa no podcast TeraPira, Fernanda Lima revelou que a filha, Maria Manoela, de 6 anos, passou por dois episódios desconfortáveis com colegas da mesma idade. O primeiro ocorreu quando um amiguinho mandou a menina “calar a boca”, deixando-a profundamente chateada. A apresentadora contou que aproveitou o momento para orientar a filha e explicar que esse tipo de fala, embora comum em alguns ambientes, ainda é uma forma de violência verbal repetida a partir de exemplos adultos.
Fernanda também dividiu uma reflexão pessoal sobre como a filha ainda tem dificuldade de se impor, especialmente diante de meninos — algo que, segundo ela, também carrega desde a própria infância.
O segundo episódio relatado por Fernanda envolveu outro colega. Durante uma brincadeira, o menino insistiu que “iria se casar com ela” e deu um beijo em seu rosto sem consentimento. A menina se calou e passou a evitar o colega, comportamento que chamou a atenção da apresentadora e do marido, Rodrigo Hilbert. Ao colocar a filha para dormir, Hilbert pediu que ela contasse baixinho no ouvido dele o que havia acontecido, e a menina finalmente conseguiu explicar o motivo do desconforto.
Fernanda contou que o marido se emocionou ao ouvir a história, descrevendo o ocorrido como “um primeiro abusinho dela”, algo que, apesar de não ter sido grave, marcou profundamente os pais. Para a apresentadora, o caso reforça a importância de educar as crianças, especialmente os meninos, para o respeito e para a empatia desde cedo.
Por que pequenos incômodos têm grande significado na infância
Segundo a especialista Cintia Castro, situações aparentemente simples podem carregar mensagens profundas. Como explica a psicanalista, o silêncio da criança não deve ser ignorado: “Para Freud, o silêncio de uma criança raramente é vazio. Ele é um código emocional.” Assim, quando a criança ainda não tem recursos internos para transformar a sensação em palavras, ela manifesta o desconforto no comportamento. Nesse caso, o afastamento foi a forma encontrada para se proteger.
Ainda segundo a especialista, a menina “não estava fazendo drama”; ela estava tentando se reorganizar internamente depois de viver algo que ultrapassou seus limites subjetivos.
Quando a criança ultrapassa o limite do outro sem perceber
Do outro lado, Cintia Castro lembra que o menino que deu o beijo também age de acordo com seu estágio emocional. Como alerta a psicanalista, “ele não entende a complexidade do consentimento, não consegue perceber que o outro pode sentir diferente do que ele sente”. Não há intenção de violência, mas há imaturidade afetiva natural da idade, e isso não elimina o impacto que o gesto causou na outra criança.
A importância da escuta dos pais
Um dos pontos mais marcantes do relato de Fernanda foi o gesto do pai. Ele percebeu que a filha estava fechada e não pressionou para que ela falasse. Segundo a psicanalista, esse cuidado funciona como uma forma de continência emocional: criar um ambiente seguro para que a criança consiga nomear o que sente.
A especialista destaca o acerto dessa postura ao interpretar o gesto do pai como um acolhimento genuíno: “Ele ofereceu uma saída delicada, quase poética: pediu que ela contasse baixinho no ouvido dele”. Nesse espaço protegido, a menina finalmente conseguiu expressar o que havia acontecido.
O que esse caso ensina sobre autonomia emocional
Para a psicanalista, o episódio não fala sobre sexualidade, mas sobre autonomia. Uma criança que consegue se afastar do que não gosta está aprendendo a reconhecer limites, habilidade rara até mesmo entre adultos.
Como resume Cintia Castro, “educar emocionalmente é muito mais do que ensinar regras de comportamento. É ensinar uma criança a ouvir a si mesma.” Ao acolher a reação da filha, Fernanda ajuda a construir um espaço interno de respeito, algo fundamental para a vida adulta. Ao final, a especialista reforça que essas pequenas experiências podem fortalecer a capacidade da menina de se proteger, se posicionar e se respeitar ao longo da vida.
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