‘Não dá sinais’: por que caso de pai de Sabrina Sato desafia até especialistas?
Para CARAS Brasil, especialista explica o motivo para caso de saúde do pai de Sabrina Sato ser tão desafiador para diagnosticar

A apresentadora Sabrina Sato chamou atenção ao revelar que o pai, Omar Rahal, já passou por duas cirurgias após receber o diagnóstico de câncer de pâncreas. A condição, conhecida por progredir de forma silenciosa, levanta dúvidas sobre riscos, tratamentos e chances de cura.
Para esclarecer o caso, a CARAS Brasil ouviu o médico oncologista Dr. Elge Werneck Araujo Junior, que explicou os desafios por trás da doença e os avanços já disponíveis.
Desafio do diagnóstico do câncer de pâncreas
Segundo o especialista, o grande obstáculo está justamente na ausência de sinais no início da doença. Ele explica:
“O desafio principal consiste na ausência de sintomas em fases iniciais. Isso gera um número gigante de diagnósticos em fases avançadas, o que minimiza as chances de cura e cria um estigma sobre a doença. Caso realizada mesmo em fases iniciais, a ressonância tem ótima acurácia diagnóstica, assim como a tomografia, embora esta seja inferior à primeira.”
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A fala reforça como o câncer de pâncreas tende a ser descoberto tardiamente, impactando diretamente o prognóstico.
Tratamentos possíveis e decisões médicas
Além da cirurgia, outras estratégias podem ajudar no combate ao tumor, dependendo do estágio e das condições do paciente. Werneck afirma:
“A quimioterapia é a principal ferramenta e, juntamente com uma cirurgia adequada, é capaz de levar à cura. A quimioterapia pode ser usada antes ou depois da cirurgia, a depender das condições do doente e da doença. Além disso, em casos de doença avançada (metastática), a quimioterapia é o principal recurso para controle da doença e tentativa de aumento de sobrevida.”
O oncologista reforça que cada plano terapêutico é individualizado, considerando fatores clínicos e radiológicos.
Avanços e possibilidades no tratamento do câncer de pâncreas
Apesar de ser um dos tumores mais desafiadores da oncologia, algumas ferramentas surgiram nos últimos anos, embora sem impacto revolucionário. Werneck pontua:
“Poucos avanços revolucionários foram detectados no tratamento do câncer de pâncreas. Apesar disso, o uso de terapias alvo, como os inibidores de PARP, além de imunoterapia naqueles portadores de instabilidade de microssatélites, são opções já disponíveis. Finalizo lembrando que, embora muito incomum, pacientes com alterações em HER-2 podem receber terapia dirigida, porém sem expectativas muito animadoras.”
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