Bem-estar e Saúde / DIAGNÓSTICO

Isabel Veloso é intubada às pressas e médico dispara sobre diagnóstico: ‘Pode causar morte’

Isabel Veloso está na UTI após receber diagnóstico considerado grave para pacientes oncológicos

Isabel Veloso
Isabel Veloso - Foto: Reprodução / Instagram @isabelvelosoo

A influenciadora digital Isabel Veloso foi intubada na madrugada desta quinta-feira, 27, após dar entrada no hospital reclamando de dificuldade para respirar. Ela passou por exames e os médicos concluíram baixa saturação e alta taxa de magnésio no sangue.

A paciente chegou a passar mal e, diante do cenário preocupante, acabou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A informação foi confirmada por seu marido, Lucas Borbas, por meio de publicações nas redes sociais nas primeiras horas do dia.

O que a influenciadora Isabel Veloso tem?

CARAS Brasil entrevista o Dr. Wandyk Alisson, médico integrativo, que explica o problema que atinge a influenciadora. “A hipermagnesemia é uma condição na qual os níveis de magnésio (Mg²⁺) no sangue ultrapassam os valores normais. Normalmente, os rins excretam o magnésio em excesso; por isso, casos graves são raros em pessoas com função renal normal”, diz.

“Quando o magnésio se acumula, ele interfere na transmissão neuromuscular e na excitabilidade cardíaca. Os sintomas vão de fraqueza muscular, náuseas, confusão, até depressão respiratória, hipotensão, arritmias, perda dos reflexos e — em níveis muito altos — paralisia muscular, insuficiência respiratória, bloqueio cardíaco e risco de parada cardíaca”, detalha ainda.

Segundo o médico, níveis séricos acima da faixa crítica (dependendo da escala de laboratório) podem levar a colapso cardiorrespiratório. As causas mais comuns de hipermagnesemia são falência renal (aguda ou crônica), ingestão excessiva de magnésio (suplementos, antiácidos, laxantes), alterações na absorção/excreção ou liberação excessiva de magnésio por destruição celular/dano tecidual.

“Uma alta de magnésio sérico significa risco real a músculos (incluindo os responsáveis pela respiração), coração e consciência — é uma toxicidade eletrolítica grave quando não corrigida com rapidez e precisão”, alerta o especialista.

“Quando o magnésio está muito alto, ele pode causar depressão neuromuscular e respiratória, paralisando ou reduzindo a eficiência dos músculos responsáveis pela respiração. Ao mesmo tempo, pode gerar instabilidade cardiovascular, com hipotensão, bradicardia ou arritmias graves que comprometem a oxigenação. Em pacientes fragilizados, como transplantados ou imunossuprimidos, esses desequilíbrios se tornam ainda mais perigosos. Se essa combinação evolui, pode haver risco real de insuficiência respiratória, exigindo intubação e ventilação mecânica para salvar a vida enquanto o excesso de magnésio é corrigido”, explica.

Internada na UTI com sério risco

Dr. Wandyk analisa um contexto geral com as informações que já foram divulgadas. Segundo o especialista, a situação de Isabel, principalmente levando em consideração ser uma paciente oncológica que passou recentemente por um transplante, merece atenção imediata.

“Sim, há risco real e grave: em casos severos de hipermagnesemia, sem tratamento rápido, pode ocorrer parada respiratória, parada cardíaca, coma ou até morte. A literatura descreve que, quando não reconhecida a tempo, a condição pode ser fatal, e mesmo com tratamento a gravidade depende da rapidez em corrigir o distúrbio. Em pacientes oncológicos, já fragilizados, esse risco é ainda maior, por isso a hospitalização e até UTI fazem sentido em um cenário tão crítico”, finaliza.

Dr. Wandyk Allison é médico (CRM 38475) especialista em reposição hormonal e medicina integrativa. É formado em Medicina pela Universidade do Vale do itajai - Univali e Pós-graduado em Endocrinologia , Metabologia, Nutrição Clínica e Fisiologia do Exercício.