Cicatriz no joelho como a de Gracyanne Barbosa? Médica aponta o que realmente funciona no tratamento

Após Gracyanne Barbosa exibir detalhes da cicatriz no joelho, especialista esclarece quando intervir, quais técnicas são seguras e por que paciência é essencial

Cicatriz no joelho como a de Gracyanne Barbosa? Dermatologista explica o que realmente funciona no tratamento - Fotos: Instagram

Depois que Gracyanne Barbosa exibiu nas redes sociais como está a cicatriz de sua cirurgia no joelho, muitas pessoas passaram a questionar quando é possível tratar a região, quais procedimentos funcionam e se existe risco por ser uma área de articulação. Para esclarecer essas dúvidas, conversamos com a dermatologista Dra. Karen Aquilina Cezar, que explicou como avaliar a maturidade da cicatriz, quais técnicas são eficazes e por que o tempo certo é determinante para um bom resultado.

Como saber se a cicatriz já pode ser tratada

Segundo a médica, alguns sinais definem a “maturidade” da cicatriz e, portanto, o momento seguro para iniciar qualquer procedimento estético. Ela explica: “Observamos tempo, cor, textura e rigidez. Só após a cicatriz ‘acalmar’ — geralmente depois de 3 a 6 meses — definimos tratamentos seguros como laser ou microagulhamento.” Ou seja, embora a ansiedade seja comum, antecipar procedimentos pode ser arriscado.

Tratamentos eficazes para cicatriz grande no joelho

A médica reforça que o foco é melhorar o aspecto do tecido sem prejudicar a mobilidade, já que a região está em constante movimento. “Usamos técnicas que melhoram o tecido sem limitar o movimento: laser fracionado, microagulhamento robótico, laser vascular e bioestimuladores. O tratamento é sempre progressivo e conservador”, revelou. Essas técnicas ajudam a suavizar marcas espessas, escurecidas ou que apresentaram rigidez.

Riscos específicos da região do joelho

Por ser uma articulação, o joelho exige cuidado redobrado. “Sim. Como o joelho se movimenta muito, há risco de alargamento ou inflamação excessiva. Por isso, o tratamento precisa ser preciso e no tempo certo”, disse a médica. Aplicar estímulos antes da hora pode piorar o aspecto ou prolongar o processo inflamatório.

As fases do pós-operatório e os cuidados diários

A Dra. Karen destaca que cada período da recuperação exige uma atenção diferente:

Imediato: proteção e silicone gel
Intermediário: controlar inflamação
Tardio: avaliar lasers
E sempre, independentemente da fase, hidratação constante e fotoproteção rigorosa.

Esses cuidados determinam o quão discreta a cicatriz ficará a longo prazo.

Nem sempre a aparência da cicatriz é a prioridade — e isso deve ser respeitado, segundo a dermatologista. “Respeitamos o momento. Focamos primeiro na função e cicatrização. A estética pode ser tratada depois, quando a paciente estiver pronta física e emocionalmente”.

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Dra. Karen Aquilina Cezar é formada pela Faculdade de Medicina de Valença, Rio de Janeiro (CRM 140621) com Pós Graduação em Dermatologia pela Faculdade de Ciências Médicas de Belo Horizonte. A especialista ainda possui Pós Graduação em Medicina Estética pelo ISMD (Instituto Superior de Medicina), Pós Graduação em Tricologia Médica pela BWS. Atualmente atende em consultório próprio sendo também a Diretora Clínica da KA Medicina Welness, clínica que fica no bairro Anália Franco, na capital paulista. @karenaquilina