Declaração de Sabrina Sato reacende dúvida sobre saúde do pai: ‘Pode crescer localmente’

Descubra por que o câncer de pâncreas tem alta mortalidade e o que dizem especialistas sobre diagnóstico precoce

Sabrina Sato com o pai, Omar Rahal - Foto: Instagram

Silencioso e letal? A revelação de Sabrina Sato sobre o estado de saúde do pai, Omar Rahal, reacendeu uma dúvida que preocupa muitas famílias: afinal, o câncer de pâncreas realmente se desenvolve sem sintomas e reduz drasticamente as chances de cura?

A apresentadora contou recentemente que o pai passou por duas cirurgias após receber o diagnóstico. Para esclarecer o tema e entender como a doença funciona, a CARAS Brasil ouviu o oncologista Elge Werneck, que explicou em detalhes por que esse tipo de câncer é considerado um dos mais agressivos e difíceis de diagnosticar.

Quais são as opções de tratamento para o câncer de pâncreas?

Segundo o especialista, a cirurgia continua sendo a abordagem mais eficaz, mas apenas em situações muito específicas e iniciais.

O médico explica: “A cirurgia é indicada em fases iniciais, onde é possível retirar toda a lesão. Retirar a lesão parcialmente não é uma estratégia inteligente, já que a doença residual pode crescer localmente além de ser capaz de disseminar mestástases sistemicamente.

A afirmação reforça um ponto crítico: quando o tumor é detectado tardiamente, ele já costuma estar avançado demais para cirurgia curativa, o que reduz drasticamente o prognóstico.

Por que o câncer de pâncreas tem mortalidade tão alta?

O oncologista confirma que a combinação entre diagnóstico tardio e comportamento agressivo do tumor é determinante.

Ele destaca: “Sim, exatamente. Além de uma evolução naturalmente agressiva e desfavorável, o diagnóstico tardio praticamente exclui as chances de cura.”

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A dificuldade está no fato de que os sintomas iniciais são sutis e muitas vezes só aparecem quando o tumor já está em estágio avançado.

Existe exame preventivo para quem tem risco aumentado?

Para pessoas com histórico familiar ou mutações genéticas que elevam o risco – como portadores da mutação BRCA – monitoramento específico pode fazer diferença.

O especialista completa: “Para pacientes com alto risco detectado, como aqueles portadores de mutação genética de BRCA, a realização de ressonâncias seriadas parece ser interessante. Alguns autores sugerem ainda a dosagem de CA19.9, um marcador sérico, que costuma estar alterado em pacientes com tumores malignos de pâncreas.”

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Dr. Elge Werneck Araujo Júnior é oncologista clínico do Grupo Oncoclínicas Unidade Curitiba (CRM: 35939). Formando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Barbacena (MG), fez Residência Médica em Oncologia Clínica no Hospital Felicio Rocho e Observer no Dana Farber Câncer Institute - Boston. É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e Membro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO).