Robbie Williams diz que está ficando cego: Oftalmologista explica riscos dos remédios para emagrecer

Após declaração de Robbie Williams sobre possível perda de visão, especialista esclarece como canetas emagrecedoras afetam os olhos

Robbie Williams - Reprodução Instagram

Após Robbie Williams afirmar que está ficando cego e relacionar o problema ao uso de medicamentos para emagrecer, as famosas canetas, o assunto reacendeu um alerta entre usuários de semaglutida, tirzepatida e outros análogos utilizados para controle de peso. Para entender o que a ciência já sabe sobre possíveis efeitos oculares, conversamos com o oftalmologista Dr. Thiago Pizarro, que detalha os riscos, exames indicados e sinais de alerta que exigem suspensão imediata do tratamento.

Ao portal The Sun, o astro diz que usa Mounjaro, desde a chegada do medicamento ao mercado, e que desde então vem perdendo a visão gradativamente. Na entrevista, o próprio cantor revela que não comentou com a sua oftalmologista que estava usando o remédio. “Já fui ao oftalmologista por causa disso, mas não mencionei o Mounjaro porque ainda não tinha feito a associação”, disse. “Minha prescrição mudou e eu tive que comprar um monte de óculos novos”, completou.

Medicamentos para emagrecer podem causar alterações na visão?

Segundo o Dr. Thiago Pizarro, esses medicamentos podem, sim, desencadear sintomas oculares, embora isso não seja comum. Ele explica que alterações como visão turva, dificuldade de foco, oscilação temporária do grau e sensação de olhos secos estão entre as queixas mais relatadas.

De acordo com o especialista, esses efeitos aparecem especialmente em usuários de remédios que atuam no metabolismo da glicose, como a semaglutida e a tirzepatida. Pessoas com doenças pré-existentes — como diabetes, hipertensão ocular ou alterações de retina — têm mais chance de apresentar sintomas intensificados. “Embora não seja frequente, já observamos alguns efeitos oculares em pacientes que utilizam medicamentos para emagrecer”, afirma.

Há riscos para retina, nervo óptico ou pressão intraocular?

Conforme explica o médico, esses medicamentos são considerados seguros, mas exigem monitoramento em situações específicas. Em diabéticos, a melhora acelerada da glicemia pode descompensar quadros já existentes, como a retinopatia diabética.

Pizarro reforça que ainda não há estudos que indiquem aumento direto da pressão intraocular. No entanto, mudanças metabólicas bruscas podem impactar o equilíbrio dos olhos. Já em relação ao nervo óptico, o risco é baixo, mas pessoas com histórico de glaucoma ou neuropatia precisam de acompanhamento mais rigoroso. “Em pacientes diabéticos, por exemplo, a rápida melhora glicêmica pode descompensar a retinopatia diabética, acelerando lesões”, alerta.

Quais exames devem ser feitos em caso de turvação visual?

Se o paciente relata dificuldade para enxergar após iniciar o uso de medicamentos para emagrecer, o oftalmologista inicia a avaliação por testes básicos, como acuidade visual, biomicroscopia, tonometria (medição da pressão intraocular) e mapeamento de retina.

Dependendo do histórico clínico, podem ser solicitados exames complementares, como OCT (tomografia de mácula e nervo óptico). Em diabéticos, é indicado um exame completo de retina com dilatação da pupila. “Esses exames ajudam a identificar se a alteração visual é transitória ou se existe algo mais sério acontecendo”, explica o especialista.

Quando o uso da medicação deve ser interrompido imediatamente?

Alguns sinais exigem suspensão imediata da medicação e avaliação urgente com um oftalmologista. Entre eles, o especialista cita:

  • Perda súbita da visão;

  • Dor ocular intensa;

  • Flashes de luz;

  • Manchas escuras no campo visual;

  • Dificuldade marcante de foco;

  • Piora acelerada da visão.

Em pacientes diabéticos, sangramentos na retina, edema macular ou progressão rápida de retinopatia também exigem pausa no tratamento até nova avaliação. “A orientação é interromper o uso e procurar um oftalmologista imediatamente”, reforça Pizarro.

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Dr. Thiago Pizarro, Cirurgião Oftalmologista (CRM 122433 SP - RQE 41199), CEO da Eu Não Nasci de Óculos, um centro de referência em oftalmologia completo, criador do Método Thiago Pizarro e CEO do Grupo Pizarro, é reconhecido por suas multiespecialidades acerca da Oftalmologia e por sua habilidade em cirurgias de alta complexidade, realizando mais de 65 mil procedimentos cirúrgicos bem-sucedidos ao longo de sua trajetória até aqui.Com todo o seu destaque no cenário nacional e com títulos de membro das academias americana e europeia de oftalmologia, o Dr. Thiago Pizarro é um líder que transforma vidas através de seus métodos e técnicas aprimoradas em prol de promover mais independência dos óculos aos seus pacientes.