Marido de Kelly Key passa mal após suspender remédio; médico alerta: ‘Pode causar riscos graves’

Marido de Kelly Key deu entrada em um hospital em Luanda, na Angola, nesta terça-feira, 18

Marido de Kelly Key
Kelly Key e seu marido Mico Freitas (Foto: Reprodução/Instagram)

Mico Freitas, marido de Kelly Key, deu entrada em um hospital em Luanda, na Angola, nesta terça-feira, 18, após passar mal. A necessidade de socorro imediato surgiu dias após o empresário ter tirado um medicamento para colesterol que, segundo ele, acreditava ser o causador de uma série de mal-estares.

Para entender os riscos à saúde ao suspender um medicamento por conta própria, CARAS Brasil entrevista o Dr. Arthur Felipe Giambona Rente, médico cardiologista, que explica que é extremamente perigoso suspender de forma inesperada uma medicação receitada.

“Como médico, considero fundamental esclarecer um ponto que frequentemente observo na prática clínica: interromper uma medicação de forma abrupta pode trazer riscos importantes à saúde, mesmo quando o paciente está se sentindo melhor ou acredita que não precisa mais do tratamento”, diz.

“Cada medicamento atua no organismo de maneira específica, modificando funções, frequência cardíaca, pressão arterial, composição química do sangue ou atividade do sistema nervoso. Quando essa ação é interrompida de repente, o corpo pode reagir de forma inesperada, pois não teve tempo de se readaptar ao funcionamento natural sem aquele medicamento”, complementa ele, que revela algumas das possíveis consequências:

  • Rebote dos sintomas: a doença volta de forma mais intensa do que antes do tratamento.
  • Descompensação clínica: no caso de medicamentos cardiovasculares, por exemplo, podem ocorrer aumento súbito da pressão arterial, arritmias, piora da dor no peito ou falta de ar.
  • Efeitos de abstinência: especialmente em remédios neurológicos e psiquiátricos, com risco de ansiedade intensa, insônia, irritabilidade, tonturas e até crises convulsivas.
  • Risco de eventos graves: algumas classes — como anticoagulantes, corticoides, antidepressivos, antiepilépticos e betabloqueadores — podem causar complicações sérias se suspensas sem orientação.

Em caso de uma interrupção, o Dr. Yuri afirma que é importante entrar em contato com o médico o mais rápido possível — de preferência o profissional que prescreveu o medicamento. Segundo ele, não é aconselhável retomar a medicação por conta própria em dose alta; algumas precisam ser reintroduzidas progressivamente.

“É importante observar e relatar qualquer sintoma novo, mesmo que pareça leve. Além disso, nunca substitua um medicamento por outro de maneira independente, pois a equivalência terapêutica depende de uma avaliação individualizada”, diz.

O médico ainda reforça: “A condução adequada depende do histórico completo do paciente, da doença tratada e da classe do medicamento. Na maioria dos casos, quando há necessidade de interromper, fazemos isso de maneira gradual, com redução progressiva da dose para que o corpo se adapte de forma segura”, fala.

“Meu objetivo com este alerta é simples: tratamento é responsabilidade conjunta entre médico e paciente, e qualquer decisão deve ser tomada com segurança, orientação e acompanhamento. Sempre converse com seu médico antes de ajustar ou suspender qualquer medicação”, finaliza.

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Arthur Felipe Giambona Rente - CRM 176.752 Especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC MBA Gestão Hospitalar - Cardio-oncologia INCA/INC/SBC - Diretor Clínico Complexo Hospitalar de Clínicas de São Caetano do Sul - Cardiologista Hospital do coração Hcor - Cardiologista rede Dor São Luiz Preceptor internato de cardiologia Universidade Municipal de São Caetano do Sul - Pesquisador centro de pesquisa clinicas USCS - Curador cardiol mobile - Sociedade Brasileira de Cardiologia