Daniel Del Sarto abre o jogo sobre retorno às novelas e revela fase musical: ‘É um pedaço de mim’
Em entrevista à CARAS Brasil, o galã dos anos 2000 Daniel Del Sato fala sobre retorno às novelas e carreira musical

Daniel Del Sarto (51) está longe das novelas desde que interpretou o divertido Maurício Matos Fará, pai das gêmeas protagonistas Manuela e Isabela (Larissa Manoela) em Cúmplices de Um Resgate (2015), do SBT. Desde então, o ator decidiu voltar às suas raízes e se dedicar integralmente à música, retomando a rotina de shows e projetos autorais que marcaram seu início de carreira. Antes disso, ele também integrou o elenco de Insensato Coração (2011), da TV Globo.
Em entrevista à CARAS Brasil, Daniel reflete sobre o período longe da dramaturgia e revela se pretende voltar às novelas no futuro. O ator conta que a música sempre foi parte fundamental da sua vida artística e que, na verdade, nunca a abandonou completamente, mesmo nos anos de maior intensidade na TV.
“Então, na verdade, eu comecei cantando. Com 12 anos, eu comecei a estudar violão. Então, isso aqui é tipo um pedaço, né, do meu corpo. Eu não consigo estar sem ele pra onde eu vou, tanto que, em alguns lugares, as pessoas falam: ‘Ah, o moço do violão tá aí’. Eu comecei cantando nos bares da Tijuca, e isso eu estava com 16 anos; não tinha nem idade pra dirigir nem nada. Tinha um amigo que tinha carro e ele me levava. Então, eu tocava e cantava música de todo mundo, desde George Michael, Michael Jackson, Roupa Nova, Marina Lima, João Bosco, sempre a meio, música popular brasileira, e Zélia Duncan”, recorda.
O artista explica que a transição para o teatro e a televisão aconteceu de maneira inesperada. Ele relembra que tudo começou quando viu um anúncio que buscava jovens músicos para viajar pelo país com espetáculos teatrais, uma oportunidade que abriu portas e mudou completamente seus rumos profissionais.
“E aí, por conta da minha trajetória, eu cantava algumas vezes; se você já ouviu, então você já aprende mais pra você contar pro colega. Mas aí eu tava estudando harmonia funcional numa escola lá do Rio, que era muito importante, que era de jazz e tudo, e aí tinha um aviso no quadro lá falando: ‘Procuramos um menino que cante, toque violão e possa viajar pelo Brasil com os espetáculos de teatro’. Então, eu nunca tinha feito nada de atuação e já tinha uma carreira como músico de bar, músico da noite, tocar no aniversário das pessoas, que as pessoas veem você tocando no bar e falam: ‘Pô, adorei, toca no meu aniversário’. É assim que começa”, detalha.
Agora, aos 30 anos de carreira, Daniel avalia o caminho que construiu com orgulho e mantém uma relação profunda entre música e atuação. Ele garante que não se vê abandonando nenhuma das áreas, apenas permitindo que cada fase da vida fale mais alto do que a anterior.
“Corta pra cá esses mais de, sei lá, trinta e quarenta anos depois, eu faço isso hoje em dia com uma outra estrutura, um show mais elaborado. Tenho seis diferentes formatos de show; então, assim, é a coisa que eu construí. Então, não tem como eu separar a atuação da música”, finaliza.