Bem-estar e Saúde / MATERNIDADE

Maíra Cardi fala sobre dificuldades na amamentação; pediatra explica o uso de fórmulas manipuladas

Segundo a pediatra Dra. Maria de Fátima Soares, o uso de fórmulas manipuladas pode ser indicado para bebês prematuros ou com necessidades especiais

Maíra Cardi fala sobre dificuldades na amamentação de sua caçula; pediatra explica o uso de fórmulas manipuladas - Foto: Instagram

No começo do mês, a influenciadora Maíra Cardi comentou novamente sobre o processo de amamentação da filha Eloah, fruto de seu relacionamento com o empresário Thiago Nigro. Nos stories, ela contou que tem enfrentado dificuldades com a amamentação da bebê, que ficou um período na UTI.

“Quando ela chegou e começou a mamar, o leite desceu, e ele desceu com tudo, porque eu tinha certeza que não ia dar. E a Eloah, ela tá com dificuldade de mamar, porque, como ela ficou na UTI, ela dorme muito, tem muito sono, não tem força para mamar sozinha, eu tenho que tirar na bomba”, relatou Maíra.

Apesar das dificuldades, a influenciadora disse que a produção de leite tem sido intensa. “Ainda assim eu tô passando uma vaca-leiteira, não mudou nada a minha produção de leite. É bizarra a quantidade de leite que eu tenho produzido, vocês não têm ideia, parece uma fábrica”, afirmou.

Maíra também revelou que não acreditava que conseguiria amamentar, por conta da prótese de silicone. “Lembra que eu falei que eu não ia conseguir amamentar? Eu consegui e eu quero dividir com vocês a maneira que eu consegui, porque é uma coisa muito importante”, completou.

Quando é preciso usar fórmulas manipuladas

De acordo com a pediatra Dra. Maria de Fátima Soares, nem todas as crianças conseguem se adaptar bem aos leites industrializados. Em alguns casos, é necessário preparar uma fórmula manipulada, ou seja, “feita especialmente para aquela criança, com os nutrientes certos e na quantidade ideal”.

Segundo a especialista, essas fórmulas podem ser indicadas para bebês prematuros ou crianças com necessidades especiais, que precisam de um leite adaptado à sua condição de saúde. “Cada criança é única. Um bebê prematuro, por exemplo, tem o intestino ainda imaturo e uma dificuldade maior de absorver o leite. Então, ele precisa de uma dieta com quantidade exata de proteína, carboidrato e osmolaridade adequada, para que o organismo consiga digerir e aproveitar melhor os nutrientes”, explicou.

Conforme a médica, os benefícios da fórmula manipulada aparecem rapidamente:

  • O bebê ganha peso de forma mais adequada;

  • Tolera melhor a dieta, sem desconfortos digestivos;

  • E o acompanhamento médico se torna mais seguro e controlado.

Entretanto, a pediatra reforça que essas fórmulas exigem cuidado e preparo especializado. “Elas só podem ser manipuladas em laboratórios ou farmácias especializadas, com todo o cuidado de higiene, proporção e controle de qualidade. Além disso, têm validade curta, geralmente de 3 a 7 dias, porque são produtos frescos, feitos sob medida”, alertou.

De acordo com a Dra. Maria de Fátima, o uso é indicado em situações específicas, como:

  • Alergia à proteína do leite de vaca;

  • Intolerância à lactose;

  • Associação de várias alergias ou dificuldades digestivas;

  • Baixa absorção intestinal ou baixo ganho de peso;

  • Crianças com gastrostomia, quando há um pequeno orifício no abdômen para receber a dieta.

A médica destaca que cada caso deve ser avaliado individualmente, e a fórmula indicada conforme a necessidade da criança.

Por fim, ela reforça que “apesar de tudo isso, o melhor alimento para o bebê é o leite materno”.


“O ideal é que a mãe viva a gestação com o coração tranquilo, sem cobranças ou pressões, se preparando com serenidade para o aleitamento. A fórmula manipulada é um plano B, que pode se tornar o plano A quando necessário — mas o mais importante é sempre garantir que o bebê receba o que há de melhor para ele, com amor, cuidado e orientação médica”, concluiu.

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Dra. Maria de Fátima Alves Soares Mota é médica pediatra (CRM56127 e RQE 35354), titulada especialista em Pediatria, formada pela Faculdade de Taubaté. Possui pós-graduação pela Universidade São Camilo e residência médica pela Santa Casa de Santos, com especializações em Cuidados Paliativos, Neonatologia e Terapia Intensiva Pediátrica. Atua como Coordenadora do Hospital Saint Patrick e responsável técnica (RT) da Unidade Kids da Rede Altana, Clínica de Retaguarda especializada em cuidados paliativos e reabilitação infantil. Proprietária da Clínica Jardim das Estrelas, onde promove um atendimento humanizado e integrado, voltado à saúde e ao bem-estar das crianças e suas famílias. @_clinicajardimdasestrelas