Gustavo Soares, do BBB 19, e Saulo Meneghetti estão entre famosos que convivem com o ceratocone

Segundo o oftalmologista Dr. Thiago Pizarro, a doença que o ex-BBB Gustavo Soares enfrentou requer atenção e diagnóstico precoce

Gustavo Soares, do BBB 19 - Foto: Reprodução TV Globo

O penúltimo mês do ano conscientiza o Dia Mundial do Ceratocone, celebrado em 10 de novembro, a atenção se volta para uma doença ocular progressiva que muitas vezes avança de forma silenciosa. Entre os casos conhecidos pelo grande público estão o do ex-BBB Gustavo Soares, diagnosticado em seus 20 anos e que chegou a necessitar de transplante de córnea, e o do ator Saulo Meneghetti, convicto com a condição há mais de duas décadas. Casos como esses ajudam a chamar atenção para uma condição que, segundo o oftalmologista Dr. Thiago Pizarro, requer atenção e diagnóstico precoce para evitar sequelas permanentes.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 150 mil novos casos de ceratocone são diagnosticados anualmente no país. Conforme levantamento do Instituto Penido Burnier com base em dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a busca por transplantes de córnea devido ao ceratocone cresceu 276% entre 2015 e 2025. No primeiro trimestre de 2015, o Brasil somava pouco mais de 13 mil pessoas entre operadas e na fila por um transplante; dez anos depois, esse número já ultrapassa 35,6 mil pacientes, sendo quase 4 mil já operados e mais de 31 mil ainda aguardando cirurgia.

O que é o ceratocone e como se manifesta

O ceratocone consiste em uma ectasia progressiva da córnea, a membrana transparente na parte frontal do olho, que passa a afinar e se deformar, assumindo uma curvatura cônica em vez da forma esférica normal. Os principais sintomas incluem aumento rápido do grau dos óculos ou lentes, astigmatismo irregular, sensibilidade à luz (fotofobia), visão borrada ou dupla e dificuldade para enxergar à noite.

Segundo o Dr. Pizarro, “em muitos casos, o paciente demora a perceber os sinais iniciais e só procura ajuda quando já há perda visual considerável. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental”.

Principais causas

Embora o mecanismo exato da doença ainda não seja totalmente compreendido, especialistas afirmam que:

  • Há predisposição genética: indivíduos com parentes diagnosticados têm risco aumentado;
  • Fatores ambientais e comportamentais também influenciam — especialmente o hábito de coçar os olhos e o histórico de alergias oculares, que podem acelerar o afinamento da córnea.

Tratamentos inovadores e corretivos

Hoje o ceratocone conta com opções que transformaram o prognóstico da doença. Entre as mais relevantes estão:

  • Cross-linking corneano (CXL): procedimento minimamente invasivo que fortalece as fibras de colágeno da córnea com riboflavina (vitamina B2) e luz ultravioleta, com o objetivo de interromper ou retardar a progressão da doença;

  • Implante de anéis intracorneanos (ou intraestromais): pequenos segmentos semicirculares de acrílico — como Anel de Ferrara® ou Keraring® — inseridos na córnea para regularizar sua curvatura, melhorar a visão e evitar ou adiar o transplante. A cirurgia é ambulatorial e dura cerca de 15 a 30 minutos.

“Em muitos casos, conseguimos restabelecer a função visual, reduzir a irregularidade corneana e adiar ou dispensar o transplante de córnea, preservando a qualidade de vida do paciente”, afirma o Dr. Thiago Pizarro.

Por que o Dia Mundial do Ceratocone é importante

Comemorado em 10 de novembro, o Dia Mundial do Ceratocone tem o objetivo de reforçar a importância do diagnóstico precoce, principalmente entre adolescentes e jovens adultos — faixa etária em que a doença costuma se manifestar.

Segundo o especialista, “a visão é um dos nossos bens mais preciosos. O ceratocone, embora muitas vezes silencioso no início, exige atenção — e hoje temos arsenal técnico e tecnológico capaz de mudar o curso da doença. Procure um oftalmologista se perceber mudança rápida no grau dos óculos, coceira ou visão distorcida”.

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Dr. Thiago Pizarro, Cirurgião Oftalmologista (CRM 122433 SP - RQE 41199), CEO da Eu Não Nasci de Óculos, um centro de referência em oftalmologia completo, criador do Método Thiago Pizarro e CEO do Grupo Pizarro, é reconhecido por suas multiespecialidades acerca da Oftalmologia e por sua habilidade em cirurgias de alta complexidade, realizando mais de 65 mil procedimentos cirúrgicos bem-sucedidos ao longo de sua trajetória até aqui.Com todo o seu destaque no cenário nacional e com títulos de membro das academias americana e europeia de oftalmologia, o Dr. Thiago Pizarro é um líder que transforma vidas através de seus métodos e técnicas aprimoradas em prol de promover mais independência dos óculos aos seus pacientes.