Adriane Galisteu relembra fase difícil do irmão antes da morte aos 28 anos: ‘Começou’
HBO Max lançou Meu Ayrton por Adriane Galisteu, série sobre a relação de Senna com Galisteu. E ela recordou a morte do pai e do irmão

A plataforma de streaming HBO Max lançou recentemente o documentário ‘Meu Ayrton por Adriane Galisteu’, série que revisita a relação do piloto Ayrton Senna (1960-1994) com a apresentadora Adriane Galisteu. Durante a produção, a artista relembrou a morte de seu pai e de seu irmão.
Em um dos episódios, ela contou que a perda de seu pai afetou toda a família. Ele começou a sofrer com o alcoolismo após tomar um golpe do sócio na gráfica onde trabalhava. “Aí a bebida deixou de ser social e se tornou real. Eu sempre mantive meus dois pés no chão, isso graças à minha mãe, que sempre foi muito dura, teve uma vida muito difícil. Hoje eu peço perdão pra ela porque imagino o que ela suportou”, disse a apresentadora, que confessou que sua mãe, Emma Galisteu, não conseguiu dividir sua dor com ninguém.
Depois da morte dele, quando Adriane Galisteu tinha 15 anos, seu irmão enfrentou a dependência química. Ele morreu em 1996, aos 28 anos, vítima de uma pneumonia relacionada à Aids. “Minha mãe não percebeu. O foco dela estava muito no meu pai, cuidando de pepinos, a gente sem dinheiro… A casa foi virando um caos, porque a minha mãe preferia que meu irmão usasse drogas aqui do que ele ser preso, se arriscar. Meu irmão era um cara doce e começou a ficar agressivo”.
E complementou: “Então ela começou até a buscar drogas para ele, quem ia era ela. A minha mãe ia tentando devolver as coisas que apareciam. Eu fui saindo, eu me enfiava na casa de amigo, de namorado, de peguete. Eu só não queria ficar em casa.”
Dinheiro
Com isso, ela decidiu focar em ganhar dinheiro. “Eu achava que o dinheiro iria resolver todos os problemas. Que todos os problemas da casa tinham a ver com falta de dinheiro. Então eu foquei na grana. Foquei na grana de um jeito tão focado que eu passava como um rolo compressor em cima de sentimentos, de pessoas. Eu ia atrás do dinheiro e fiquei muito tempo assim”, recordou a artista, que conheceu o piloto em um trabalho relacionado à Fórmula 1.
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