Bem-estar e Saúde / MATERNIDADE

Maíra Cardi desabafa sobre amamentação dolorosa; obstetra explica o problema

Dra. Janifer Trizi detalha as causas de fissuras nos mamilos como no caso de Maíra Cardi e quando o sangramento exige atenção médica

Maíra Cardi desabafa sobre amamentação dolorosa; obstetra explica o problema - Reprodução: Instagram

Após o nascimento de Eloah, sua primeira filha com Thiago Nigro, Maíra Cardi compartilhou nas redes sociais as dificuldades do puerpério. A influenciadora revelou estar com os peitos sangrando de tanta dor por causa da amamentação e rebateu críticas de seguidores que insinuaram falta de esforço. “Minha filha é prematura, ela ficou na UTI, então, eu preciso dar mamadeira pra ela além do peito, eu estou me esforçando além do que você imagina”, afirmou.

A bebê, que chegou a ficar internada na UTI neonatal após o parto, já está em casa. Nas redes, Maíra tem falado sobre os desafios da amamentação e do pós-parto, temas que geram identificação entre muitas mães.

Causas mais comuns

De acordo com a obstetra Dra. Janifer Trizi, diretora clínica do Instituto Trizi, em Santo André (SP), as fissuras nos mamilos são um problema frequente nas primeiras semanas de amamentação e têm diversas causas. Segundo ela, o motivo mais comum é a pega incorreta do bebê, quando ele suga apenas o mamilo, e não toda a aréola, o que gera atrito e dor intensa.

A médica explica ainda que a posição inadequada durante a mamada, a sucção vigorosa e o uso incorreto da bomba de leite também estão entre os principais fatores que levam ao problema. A umidade constante, causada pelo acúmulo de leite ou pomadas, pode agravar o quadro, deixando a pele mais sensível. Em alguns casos, há também infecções secundárias, como candidíase mamária ou mastite, que intensificam o desconforto.

Quando o sangramento exige atenção médica imediata

Segundo a especialista, nem todo sangramento é normal. É importante procurar um ginecologista, obstetra ou mastologista se o sangue sair de apenas um ducto mamário, aparecer sem relação com a amamentação ou vier acompanhado de dor localizada, calor e vermelhidão, o que pode indicar mastite ou abscesso.

Outros sinais de alerta incluem a persistência do sangramento mesmo após corrigir a pega e alterações no formato ou cor do mamilo, como retração, crostas espessas ou secreção com aspecto anormal. “Nesses casos, é essencial descartar infecções mais sérias”, reforça.

Cuidados e tratamentos que aliviam a dor

Conforme a obstetra, o primeiro passo é corrigir a pega e a posição do bebê, o que costuma resolver a maioria dos casos. É preciso garantir que o bebê esteja abocanhando toda a aréola e não apenas o mamilo.

A médica orienta evitar o uso de sabão nas mamas e recomenda hidratar a pele com lanolina pura ou até com leite materno aplicado após a mamada, o que ajuda na cicatrização. Também é importante manter o mamilo seco e arejado entre as mamadas, alternar as mamas e, se necessário, utilizar protetores de silicone temporariamente, sempre com orientação profissional.

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Dra. Janifer Trizi é formada pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro (UNISA), especialista em Ginecologia e Obstetricia (RQE 71968) com residência pelo HUSF - Hospital Universitário São Francisco; especialista em PTGI Patologia do Trato Genital Inferior pelo IBCC; com Pós graduação em Longevidade Saudável e Pós Graduação em Biofísica da Saúde pelo Instituto Fernanda Ben. Membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetricia. Atualmente, atende em consultório próprio sendo também a Diretora Clinica do Instituto Trizi @institutotrizi, que fica em Santo André, no ABC Paulista. @drajanifertrizi