Médico alerta para doença inflamatória vivida por Virginia: ‘Resposta exagerada’
Médico dermatologista conversou com a CARAS Brasil para explicar as causas e os principais sintomas da doença de pele inflamatória que Virginia Fonseca disse ter

Em 2023, a influenciadora e empresária Virginia Fonseca foi diagnosticada com rosácea, doença de pele inflamatória que ainda não tem causa definida.
Por meio dos stories do Instagram, a mãe de Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo foi diagnosticada com grau 1 da doença devido ao estresse: “Fui ao dermatologista e descobri ontem que tenho rosácea. Fico com o rosto vermelho quando estou estressada. Sinto a pele quente por dentro, parece que está pelando”.
O que é a rosácea?
Para entender o que é a condição de pele que Virginia alegou ter, a CARAS Brasil conversou com o médico dermatologista Dr. Rodrigo Goudart, que esclareceu que a rosácea é uma doença crônica inflamatória da pele, mas ainda não tem causa exata totalmente definida.
“Entre os principais fatores de piora estão exposição solar, variações bruscas de temperatura, bebidas alcoólicas, alimentos muito condimentados, estresse, alguns cosméticos irritativos e uso prolongado de corticoides tópicos”.
Sobre os tratamentos da rosácea, o médico explica que cuidados diários são fundamentais, como o uso de protetor solar específico para peles sensíveis, produtos suaves e uma pele bem hidratada. Ele também disse que é importante evitar esfoliantes agressivos.
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“O tratamento depende do subtipo e da gravidade da rosácea. Podem ser usados cremes ou géis com substâncias anti-inflamatórias (como metronidazol, ivermectina ou ácido azelaico), antibióticos orais em doses baixas e, em casos selecionados, tecnologias como laser ou luz intensa pulsada para tratar vasos e vermelhidão persistente”.
Além disso, é fato que o estilo de vida e a alimentação podem influenciar no aparecimento – ou não – da rosácea. O Dr. Rodrigo disse que alimentos picantes, bebidas quentes, álcool (especialmente vinho tinto) e cafeína podem desencadear crises em pessoas predispostas.
“Além disso, estresse emocional e noites mal dormidas também favorecem piora. Um estilo de vida equilibrado, com sono adequado, prática de atividade física moderada e alimentação anti-inflamatória (rica em frutas, verduras e ômega-3) ajuda a reduzir a frequência das crises e melhora a qualidade de vida do paciente”, finalizou.
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