Paulinha Leite atualiza estado de saúde do filho, internado na UTI; psicóloga orienta: ‘Buscar apoio’
A pedido da CARAS Brasil, psicóloga orienta pais que possuem filhos recém-nascidos internados na UTI, como é o caso de Paulinha Leite

O filho recém-nascido de Paulinha Leite, Ethan, está internado na UTI neonatal desde o dia do seu nascimento, o último dia 25 de outubro. O bebê veio ao mundo junto com a irmã gêmea, Luz, frutos da primeira gestação da ex-BBB com o pescador norte-americano Dakota Ballard.
Antes do parto, Paulinha havia ficado nove dias internada após exames detectarem restrição de crescimento intrauterino (RCIU) em Ethan, condição que ocorre quando o bebê não recebe nutrientes e oxigênio suficientes no útero, exigindo monitoramento constante. O diagnóstico fez com que os médicos optassem por antecipar o parto, realizado de forma segura.
Paulinha e o marido usaram as redes sociais no último dia 28 para explicar que o quadro do filho tem evoluído bem. “Nosso pequeno está na UTI neonatal. Ele está muito melhor hoje. Temos ido lá a cada três horas para verificar como ele está. Está tudo bem. Eu sei que não postei muito, eu só queria manter uma pequena atualização”, disse Dakota.
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Como lidar com a ansiedade e o sentimento de impotência quando o bebê precisa ficar na UTI logo após o nascimento?
A CARAS Brasil fez essa pergunta à psicóloga Fabiana Guntovitch, que disse que poucas experiências despertam tanta vulnerabilidade quanto ver um bebê, recém-nascido, ligado a aparelhos, longe do colo dos pais. A sensação é de impotência, medo e culpa — emoções legítimas que surgem quando a realidade foge completamente da experiência idealizada.
“Sob a ótica da psicanálise, essa vivência toca um nível muito primitivo da mente. A psicanalista austríaca Melanie Klein descreveu como o amor e a angústia convivem desde os primeiros vínculos da vida. Quando a mãe ou o pai são separados do bebê logo após o parto, ativa-se uma “ansiedade de perda e desamparo”, acompanhada por fantasias inconscientes de “ter falhado” em protegê-lo”.
A especialista deixa claro que, essas emoções, se negadas, tendem a se transformar em culpa ou em um sentimento de vazio. Por isso, o primeiro passo é aceitar o que está acontecendo. Mas a aceitação não significa concordar ou gostar da situação, nem muito menos se ausentar ou não fazer tudo o que for possível para superá-la, mas reconhecer que ela é real.
“É não negar a realidade, confiar que você pode enfrentar este desafio e contar com a fé, com a ciência e com uma rede de apoio nessa hora é fundamental. Respirar conscientemente, buscar apoio de profissionais e de pessoas próximas e se permitir chorar são formas de autorregulação emocional que ajudam a sustentar a espera com menos sofrimento”, completa.
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