Médico alerta sobre cuidados com bebês após caso da filha de Maíra Cardi: ‘Grande esforço’

A CARAS Brasil conversou com pediatra para entender o que causa dificuldades respiratórias em recém-nascidos, como foi o caso de Eloáh, filha de Maíra Cardi e Thiago Nigro

Após internação da filha de Maíra Cardi, médico orienta para cuidados com recém-nascidos com dificuldades respiratórias: 'Grande esforço'
Após internação da filha de Maíra Cardi, médico orienta para cuidados com recém-nascidos com dificuldades respiratórias: 'Grande esforço' - Fotos: Reprodução/Instagram

Eloáh, filha recém-nascida de Maíra Cardi e Thiago Nigro, precisou ser internada na UTI neonatal logo após o parto. A bebê foi hospitalizada para receber auxílio na respiração.

Felizmente, a neném saiu da UTI. Na manhã da última segunda-feira, 27, Thiago usou as redes sociais para compartilhar com os seus seguidores que a pequena recebeu alta e já está no quarto da maternidade junto com os pais. Em seu perfil oficial, ele compartilhou a primeira foto da bebê no berço hospitalar com o enxoval personalizado: “Olha quem chegou! Saudável! E abençoada!“, escreveu Nigro na legenda da imagem, sem revelar o rostinho de Eloáh”.

A CARAS Brasil conversou com o pediatra Dr. Miguel Liberato para entender o que pode causar a dificuldade respiratória em recém-nascidos. O especialista explicou que, nos bebês que nascem a termo, ou seja, dentro do tempo esperado da gestação, a principal causa é a taquipneia transitória do recém-nascido.

“Essa condição ocorre porque, logo após o parto, o bebê precisa eliminar o líquido que preenchia os pulmões durante a gestação e iniciar a respiração com ar. Em alguns casos, essa adaptação é um pouco mais lenta, o que leva à respiração acelerada. É uma condição benigna e autolimitada, geralmente resolvendo-se sozinha em poucas horas até, no máximo, três dias”.

Ele esclareceu que a taquipneia transitória é mais comum em bebês nascidos entre 37 e 38 semanas ou após parto cesáreo, quando o trabalho de parto não chegou a acontecer, pois é nesse processo que parte do líquido pulmonar é naturalmente expulso.

Tratamento

“O tratamento depende da causa e da gravidade do quadro. Nos casos leves e transitórios, como a taquipneia, o bebê geralmente precisa apenas de oxigênio suplementar, muitas vezes administrado por um aparelho chamado CPAP nasal, que ajuda a manter os pulmões abertos e facilita a respiração”.

O Dr. Miguel explicou que esse suporte de oxigênio costuma ser necessário por um período de 12 a 24 horas, podendo se estender conforme a melhora clínica.

Leia também: Como lidar com a ansiedade de ter um filho na UTI? Psicanalista comenta caso de Maíra Cardi: ‘Autorregulação emocional’

“Já nos bebês prematuros, especialmente aqueles com deficiência de surfactante, pode ser necessária a administração dessa substância diretamente nos pulmões, por meio de um tubo traqueal. Esse tratamento reduz o esforço respiratório e melhora significativamente o prognóstico”.

Segundo o especialista, a equipe médica monitora continuamente os níveis de oxigênio, a frequência respiratória e o conforto do bebê, garantindo um ambiente estável e acolhedor até a recuperação completa.

Recuperação

Perguntamos ao pediatra em quanto tempo, geralmente, um recém-nascido se recupera desse tipo de problema. Ele disse que, geralmente, a melhora ocorre de forma espontânea em até três dias.

“Nos casos mais complexos, como os que envolvem prematuridade ou infecção, o tempo de recuperação pode ser maior, dependendo da resposta ao tratamento. O acompanhamento médico contínuo garante que cada etapa da recuperação seja segura e adequada ao quadro clínico do bebê”, completa.

ACOMPANHE O INSTAGRAM DA CARAS BRASIL E FIQUE POR DENTRO DE TUDO O QUE ACONTECE NO MUNDO DOS FAMOSOS:

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por CARAS (@carasbrasil)

Dr. Miguel Liberato é endocrinologista pediátrico formado em Pediatria (CRM 170830) na Universidade Federal do Espírito Santo, com especialização pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e título pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Professor do curso de Medicina da Faculdade das Américas e da pós-graduação em Endocrinologia Pediátrica no Instituto Superior de Medicina (ISMD).