Gaby Amarantos realiza lavagem intestinal e revela perda de peso: Procedimento emagrece?
Segundo a nutróloga Ana Vilela, a prática realizada por Gaby Amarantos não emagrece e pode prejudicar a saúde intestinal; entenda

Nos últimos dias, muita gente comentou sobre a cantora Gaby Amarantos, que revelou ter feito uma lavagem intestinal com 300 litros de água como parte de um processo de emagrecimento. A cantora e compositora provocou polêmica ao revelar que perdeu 14 quilos após recorrer ao chamado enema. Diante disso, especialistas alertam que essa prática não traz os efeitos desejados e pode até ser prejudicial. Segundo a nutróloga Ana Luisa Vilela, “a resposta é simples: não, a lavagem intestinal não emagrece”.
O que acontece com o corpo
Quando o intestino é esvaziado durante uma lavagem, há perda de líquido e resíduos, o que pode dar uma sensação temporária de leveza e até refletir em um número menor na balança. No entanto, conforme explica Ana Vilela, trata-se de um efeito ilusório: “Em poucas horas, o corpo repõe a água, e tudo volta ao ponto de partida”. Portanto, a prática não resulta em perda de gordura, mas apenas em desidratação momentânea.
Riscos para a flora intestinal
Além de não promover emagrecimento, a lavagem intensa pode causar danos à microbiota, que desempenha funções importantes no organismo. Segundo a nutróloga, “nosso intestino é um órgão vivo, cheio de bactérias boas que formam a chamada flora intestinal — ou microbiota. São elas que ajudam na digestão, na produção de vitaminas, no controle da imunidade e até no humor”. Ao eliminar essas bactérias, a absorção de nutrientes fica prejudicada e o corpo pode apresentar diarreia, fraqueza, distensão abdominal, desidratação e até queda da imunidade.
Diferença entre lavagem estética e medicação
É comum que pessoas confundam a lavagem intestinal estética com o uso do Fleet enema, medicamento indicado apenas em situações específicas, como antes de exames ou em casos de constipação grave. A nutróloga alerta que “a diferença é enorme: o Fleet é um produto médico com dose controlada, feito com soluções seguras e prescritas, e não deve ser usado para emagrecer nem repetidamente”. Por outro lado, as lavagens estéticas feitas em clínicas ou em casa envolvem grandes volumes de água sem controle adequado, o que aumenta o risco de lesões, infecções e desequilíbrios de eletrólitos, como sódio e potássio.
O intestino não precisa de faxina
Segundo Ana Vilela, é fundamental compreender que “o intestino não precisa de ‘faxina’ para funcionar bem”. O corpo possui mecanismos próprios de desintoxicação, que passam principalmente pelo fígado, rins e pele. Assim, hábitos saudáveis como boa alimentação, hidratação adequada e sono regular permitem que o corpo realize esse trabalho de forma natural, sem a necessidade de procedimentos invasivos ou promessas milagrosas.
Hábitos que equilibram a flora intestinal
Para quem deseja desinchar, emagrecer ou melhorar o funcionamento intestinal, a especialista recomenda reforçar o consumo de fibras e probióticos naturais, como iogurtes, kefir, kombucha, banana, abacate e aveia. Além disso, manter uma boa hidratação diária é essencial. Conforme explica Ana Vilela, essas atitudes equilibram a flora intestinal de forma segura e duradoura, proporcionando benefícios reais sem riscos.
O verdadeiro equilíbrio
A nutróloga lembra que é comum buscar soluções rápidas quando se está inchado ou cansado, mas enfatiza que o resultado verdadeiro depende de constância e cuidado. Ela ressalta: “Buscar soluções rápidas é humano, especialmente quando a gente se sente inchado, cansado ou frustrado com o corpo. Mas o verdadeiro equilíbrio vem de dentro — e exige cuidado, constância e respeito ao próprio organismo”. Além disso, alerta que “lavagens e laxantes podem até dar a impressão de ‘limpeza’, mas a saúde se constrói com escolhas que nutrem, e não que esvaziam”.
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