Psicóloga analisa ‘caso’ de Michelle Barros e Shia em A Fazenda 17 e revela o que pode estar por trás
Dentro e fora do reality show da Record, aproximação de Michelle Barros e Shia Phoenix tem dado o que falar

Em meio ao ambiente imprevisível de A Fazenda 17, Michelle Barros surpreendeu ao assumir sentir algo por Shia Phoenix, colega de confinamento e, ao que tudo indica, o sentimento é recíproco. A aproximação dos dois tem dado o que falar dentro e fora do reality show da Record.
A psicóloga Larissa Fonseca, em entrevista à CARAS Brasil, analisa que o caso de Michelle reflete um padrão emocional comum, mas intensificado pelo confinamento. “Ela contou que, do lado de fora, tinha uma relação estável, mas que no coração o casamento já havia terminado. E é aí que o sentimento deixa de ser notícia e se torna espelho”, observa.
Para a especialista, a história da jornalista desperta reflexões sobre o quanto insistimos em permanecer em relações que já não nos representam. “Quantas vezes insistimos em relações que já não trazem colorido à vida apenas porque é mais fácil ficar do que recomeçar? Adiamos términos por medo do vazio, da solidão e até por culpa. Mantemos vínculos convenientes, confortáveis, mas sem aquele sentido extra que diferencia amor de companhia”, diz.
Larissa acrescenta que a mente humana, quando o rompimento não se concretiza, busca caminhos alternativos para se sentir viva novamente. “Quando o rompimento não acontece, a mente cria brechas para respirar. Em momentos de vulnerabilidade, é natural se tornar mais suscetível a um novo olhar, a um desejo que devolve cor ao que ficou cinza. O desejo pelo que parece proibido não é apenas atração, é o cérebro tentando reencontrar dopamina, novidade, prazer e presença”, explica.
As dinâmicas e confinamento, explica ela, atua como catalisadores da emoção. “Dentro de um confinamento, onde todas as emoções são intensas, o que antes era suportável se torna insustentável. O desejo cresce na ausência, a emoção se amplia na limitação e o que era dúvida ganha o nome de sentimento”, fala.
Para Larissa, o caso da ex-Globo e Shia fala sobre o que existe de mais humano no amor: a necessidade de se sentir visto. “Quando o amor está em silêncio, qualquer gesto de atenção vira abrigo. E às vezes, o que chamamos de paixão repentina é só a lembrança de como era bom se sentir vivo”, diz. E conclui: “Quando a realização do desejo é adiada, abre-se margem para aumentar o vínculo e surgir o sentimento real.”
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