Médico alerta para os sinais do diagnóstico do pai de Sabrina Sato: ‘Não são específicos’

A apresentadora Sabrina Sato deu mais detalhes sobre o estado de saúde do pai; em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Jorge Abissamra explica o diagnóstico

Sabrina Sato revelou que o pai está cada dia mais forte - Foto: Reprodução/Instagram
Sabrina Sato com o pai, Omar Rahal - Foto: Reprodução/Instagram

A apresentadora Sabrina Sato, na noite do último domingo, 19, usou as redes sociais para dividir com o público um novo registro ao lado do pai, Omar Rahal. No início deste mês, a artista revelou que o patriarca, que já passou por duas cirurgias, foi diagnosticado com câncer no pâncreas.

Opinião do médico oncologista

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil, entrevista o Dr. Jorge Abissamra, médico oncologista e especialista em Oncologia Clínica pelo Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho.

Ele explica que o pâncreas é uma glândula localizada atrás do estômago, entre o estômago e a coluna vertebral. Ele tem duas funções principais: produzir enzimas que ajudam a digestão dos alimentos e produzir hormônios (como insulina) que ajudam a regular o açúcar no sangue.

“O câncer de pâncreas ocorre quando células do pâncreas (normalmente das partes que ‘excretam’, os ductos que transportam enzimas digestivas) sofrem mutações, começam a crescer de forma descontrolada, formam um tumor e podem invadir tecidos próximos e se espalhar para outros órgãos. O tipo mais comum é chamado de adenocarcinoma ductal pancreático (exócrino), que representa a grande maioria dos casos”, declara.

Quais os sinais?

Os sinais e sintomas do câncer de pâncreas podem variar bastante, mas alguns dos mais comuns incluem:

  • Dor ou desconforto na parte superior do abdômen ou na “barra” que vai para as costas;
  • Amarelamento da pele ou dos olhos (icterícia, se o tumor obstruir o ducto biliar);
  • Perda de apetite e perda de peso sem razão aparente;
  • Fadiga, mal‐estar geral, indigestão persistente;
  • Mudança no controle do açúcar no sangue ou aparecimento de diabetes de início recente, em alguns casos;
  • Problemas como coágulos de sangue ou tromboses podem aparecer como consequência de tumores pancreáticos.

“Uma característica importante: muitos desses sintomas só aparecem quando o câncer já está em estágio mais avançado, ou seja, eles não são específicos, e podem facilmente ser confundidos com outras doenças digestivas, de fígado ou de pâncreas”, avalia.

Qual o tratamento?

O tratamento depende muito de em que estágio o câncer foi detectado (se está restrito ao pâncreas ou já se espalhou), da saúde geral da pessoa, entre uma série de questões que devem ser avaliadas com um médico especialista. Abaixo, o Dr. Jorge Abissamra Filho destaca alguns cuidados:

  1. “Cirurgia: Se o tumor estiver localizado e for possível removê-lo completamente (o que em muitos casos não é possível), a cirurgia pode oferecer a melhor chance de cura”;
  2. “Quimioterapia: Usada tanto após a cirurgia (adjuvante) quanto em casos em que não é possível operar”;
  3. “Radioterapia: Pode fazer parte de um plano combinado, dependendo do caso”;
  4. “Cuidados paliativos ou tratamento de suporte: Em muitos casos em que a doença está avançada, o objetivo pode ser melhorar a qualidade de vida, aliviar sintomas como dor, náusea, perda de apetite, mais do que ‘curar'”, finaliza ao analisar o caso do pai da apresentadora Sabrina Sato.

Leia mais: Sabrina Sato atualiza saúde do pai após revelar diagnóstico: ‘Forte’

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Dr. Jorge Abissamra é médico (145307 CRM SP) pela Universidade de Santo Amaro e especialista em Clínica Médica pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em Oncologia Clínica pelo Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho. Atualmente é coordenador da Oncologia da Hospital Santa Clara e coordenador da Oncologia da HapVida Intermedica NotreDame. Também atua como diretor da Oncologia da Amo Saúde e possui experiência na área de Clínica Médica, com ênfase em Oncologia.