Gravidez não planejada é maioria no Brasil, diz psicóloga ao comentar fala de Manu Gavassi
Segundo a Dra. Rafaela Schiavo, a adaptação emocional é o ponto-chave para transformar uma gravidez e se ajustar às mudanças de planos, como no caso de Manu Gavassi

O relato de Manu Gavassi sobre a chegada da filha, Nara, e seus novos projetos de vida, abriu espaço para um tema ainda pouco debatido: a transformação emocional que pode acompanhar uma gravidez planejada ou não. Ao admitir que a maternidade mudou seus planos e prioridades, a cantora refletiu um sentimento comum a muitas mulheres. A psicóloga perinatal Dra. Rafaela Schiavo explica que esse tipo de experiência é mais frequente do que se imagina, e que, quando acolhida com afeto e adaptação, pode se tornar uma vivência positiva e fortalecedora.
A transformação de planos em vínculo sólido
A cantora Manu Gavassi também revelou em entrevista à Glamour que a gravidez de Nara mudou seus planos e prioridades, “era o maior sonho da minha vida? Não. Porque sempre fui muito capricorniana, ambiciosa em relação à minha carreira. Tinha outras prioridades como uma jovem mulher. Mas é doido, porque a gente vai crescendo e os sonhos também vão mudando”, refletiu.
A psicóloga explica que essa situação é a maioria no Brasil e que a transformação pode ser muito positiva.“A maioria das gestações no Brasil não é planejada. A cada dez, seis não foram planejadas. Ao longo da gestação, as coisas acabam se transformando. Aquilo que não era planejado pode se tornar positivo”, diz a Dra. Ela explica que, mesmo quando não havia intenção, é possível a mulher “se transformar e ficar feliz com a gestação”.
O ponto crucial para a saúde mental e o desenvolvimento do bebê é a qualidade do vínculo afetivo construído após a surpresa: “Vai surgindo o apego, vai se fortalecendo o vínculo. Isso é muito positivo para a relação mãe e filho”.
Segundo Rafaela não é positivo é quando a mulher não planejou e mantém a gestação inteira em lamento e não consegue se vincular à criança quando nasce. Mas quando, mesmo não sendo planejada, ela se adapta, começa a gostar da ideia e transforma sua perspectiva, isso traz saúde mental, vínculo e uma relação afetiva mais sólida.
Leia também: Manu Gavassi e a pressão estética no pós-parto; psicóloga perinatal explica como lidar
ACOMPANHE A CARAS BRASIL NAS REDES SOCIAIS:
Ver essa foto no Instagram