Bem-estar e Saúde / RECUPERAÇÃO

Médico fala do diagnóstico de câncer em Everton Ribeiro, jogador do Bahia: ‘Avaliação’

Everton Ribeiro foi diagnosticado com câncer na tireoide e precisou passar por cirurgia; a CARAS Brasil conversou com oncologista, que comentou o caso

Médico fala do diagnóstico de câncer em Everton Ribeiro, jogador do Bahia: 'Avaliação'
Médico fala do diagnóstico de câncer em Everton Ribeiro, jogador do Bahia: 'Avaliação' - Foto: Celo Gil

Na última segunda-feira, 6 de outubro, o jogador de futebol Everton Ribeiro usou as suas redes sociais para compartilhou com os seguidores que, recentemente, foi diagnosticado com câncer na tireoide. O meio-campista do Bahia ainda disse que passou por uma cirurgia para retirada do tumor e está se recuperando.

Ao lado da esposa, Marília, e dos filhos, Augusto e Antônio, o atleta escreveu: “Oi, amigos. Preciso compartilhar uma notícia com vocês. Há cerca de um mês, fui diagnosticado com um câncer na tireoide”.

“Hoje fiz a cirurgia e tudo correu bem, graças a Deus. Sigo em recuperação, com fé e com o apoio da minha família e de vocês. Obrigado por cada oração e carinho. Ter vocês ao meu lado faz toda a diferença. Tenho certeza de que vamos vencer mais essa batalha juntos”, completou.

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Entendendo o câncer na tireoide, diagnosticado em Everton Ribeiro

A CARAS Brasil conversou com o Dr. Elge Werneck Araujo Júnior, médico oncologista, para entender um pouco mais sobre o câncer na tireoide. O especialista explica que ele se divide basicamente em dois subtipos: os bem diferenciados e os indiferenciados.

“Os primeiros compreendem os tumores papilifero e folicular de tireoide, representam 80-90% de todos os casos e tem prognóstico muito favoráveis, com possibilidades curativas normalmente superiores a 95%. Por outro lado, o carcinoma medular e o carcinoma anaplasico, que compõem os indiferenciados, são muito agressivos, com altas taxas de recidiva e mortalidade bastante elevadas”.

Segundo o Dr. Elge, oscilações em exames como tireoglobulina e da calcitonina podem indicar recidivas de doença.

“Além disso, cintilogragias com iodo podem ser utilizados em casos suspeitos nos tumores bem diferenciados. Lembro ainda que exames como tomografia e ressonância são sempre úteis para avaliação de novas lesões ou seguimento de algo já existente”.

“A reposição do hormônio tireoidiano através de medicações simples orais conseguem oferecer os níveis ideais e manter a qualidade de vida idêntica aos dos indivíduos que possuem a tireoide”, completa.

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Dr. Elge Werneck Araujo Júnior é oncologista clínico do Grupo Oncoclínicas Unidade Curitiba (CRM: 35939). Formando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Barbacena (MG), fez Residência Médica em Oncologia Clínica no Hospital Felicio Rocho e Observer no Dana Farber Câncer Institute - Boston. É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e Membro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO).