Música / IMPERDÍVEL

Léo Pinheiro celebra nova fase com show tributo a Erasmo Carlos: ‘Profundamente feliz’

Para CARAS Brasil, o cantor Léo Pinheiro relembra trajetória após The Voice Brasil e estreia show tributo a Erasmo Carlos com clássicos que marcaram gerações

Léo Pinheiro - Divulgação

A música brasileira ganha um novo espetáculo. O cantor, compositor e multi-instrumentista Léo Pinheiro, revelado na 10ª temporada do The Voice Brasil, se prepara para estrear um show especial em homenagem a Erasmo Carlos (1941-2022). A apresentação, marcada para o dia 26 de setembro na Audio Rebel, em Botafogo, promete revisitar sucessos que atravessam gerações, como É Preciso Saber Viver, Mesmo que Seja Eu e Festa de Arromba.

Em entrevista à CARAS Brasil, Léo abriu o coração, falou sobre sua carreira, sobre o impacto de ter uma música gravada por Elba Ramalho e sobre como carrega suas raízes em cada projeto.

Mantendo a identidade no The Voice Brasil

Sobre o desafio de conciliar originalidade em um programa de grande alcance, Léo reflete:

“O meu maior desafio em relação ao The Voice sempre foi manter a originalidade do meu trabalho e apresentar no programa algo que representasse de fato a minha identidade artística“, diz o cantor.

Ele relembra sua escolha de repertório: “Desde o momento em que enviei as sugestões de músicas, procurei escolher dentro do que realmente faço. Tanto que a canção “Bar do Balacobaco”, do compositor Arnaud Rodrigues, escolhida para a minha primeira apresentação nas Blinds, marcou muito por ser uma embolada — um gênero típico do Nordeste, cheio de palavras, cantado de forma rápida e sincopada”.

“Olhando para trás, vejo que o programa foi um divisor de águas na minha vida. Sou muito grato pela oportunidade de mostrar essa vertente do meu trabalho, que tem suas raízes na música brasileira do Norte do Brasil, mas também carrega a identidade do Tocantins, o estado que represento”.

Emoção ao ouvir Elba Ramalho

Ter uma música gravada por Elba Ramalho foi um marco. Léo compartilha:

“Quando temos a oportunidade de ver uma cantora do gabarito da Elba Ramalho — uma das maiores vozes da música brasileira — interpretando uma canção nossa, a emoção é imensa. No meu caso, foi ainda mais especial porque essa música eu escrevi especialmente para ela”.

Ele completa: “Eu sabia que a Elba estava escolhendo o repertório para o novo álbum e, inspirado por isso, compus pensando na sua voz e no seu estilo. Graças a Deus, tive a honra e a alegria de vê-la incluir essa canção em seu disco mais recente. Sem dúvida, ouvir a Elba cantar uma música minha foi uma das grandes emoções da minha carreira até agora”.

Tributo a Erasmo Carlos

O espetáculo homenageia o Tremendão, com releituras que preservam a essência dos clássicos, mas levam a assinatura do artista. Sobre a música que mais o emociona, Léo revela: “A música “É Preciso Saber Viver”, composição de Erasmo Carlos e Roberto Carlos — essa dupla icônica da música brasileira que marcou desde a Jovem Guarda — é, sem dúvida, uma das que mais me emocionam”.

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“Ela já faz parte do nosso inconsciente coletivo, é atemporal e traz uma mensagem muito verdadeira sobre a importância de saber levar a vida de uma forma simples. Como a própria letra diz, “é preciso saber viver”. Ter essa canção no repertório é algo que me deixa profundamente feliz e emocionado cada vez que a canto”.

Arte em várias dimensões

Multi-instrumentista e ator, Léo explora diversas linguagens artísticas. “Sem dúvida, poder transitar entre diferentes vertentes da arte — teatro, cinema, música — enriquece muito a forma como me apresento no palco. O teatro, especialmente, me trouxe uma entrega muito genuína, intensa e verdadeira, e é exatamente isso que busco transmitir”, afirma.

“Quando interpreto um repertório tão conhecido como o do Erasmo, procuro imprimir a minha marca de maneira natural e autêntica, mas sempre com muito respeito aos arranjos originais e à forma como essas músicas já vivem no coração das pessoas”.

“Essa vivência teatral me ajuda não apenas na concepção do espetáculo e na escolha do repertório, mas, sobretudo, no momento de estar diante do público, ao vivo, apresentando essas canções com verdade e emoção”.

Experiências internacionais

Léo já se apresentou em Portugal, Espanha, Colômbia e Argentina. Ele recorda um momento especial: “Uma das muitas alegrias que a música me proporciona é a chance de viajar por diferentes lugares do Brasil e também por alguns países do mundo. Uma experiência que me marcou muito aconteceu no festival de música latino-americana Sancocho Fest, em Tuluá, na Colômbia”.

“No início, houve a sensação de que a minha apresentação poderia ser prejudicada justamente por ser mais intimista, mas o resultado foi o contrário: o show foi tão bem recebido que, além de cantar na primeira noite, fui convidado para também encerrar o festival dois dias depois. Foi uma emoção enorme e uma lembrança inesquecível”.

Léo adianta ainda: “Agora, neste ano, no dia 26 de outubro, terei a alegria de participar do festival Bonito pra Chover, em Santiago de Compostela, na Galícia (Espanha), onde vou apresentar meu novo show, Raízes do Norte”.

Homenagem e legado

Sobre Erasmo Carlos, Léo declara: “Sei que ele era reconhecido pela generosidade, além de todo o talento, e o que chegou até nós, como fãs, foi esse grande artista que ele sempre será”.

“Se pudesse, a primeira coisa que eu faria seria agradecer a ele pela obra, pelo legado e por tudo o que proporcionou à música brasileira. Não apenas à sua geração, mas também à nossa, que continuará se inspirando e se emocionando com suas canções”.

“Mostraria a ele uma música de minha autoria, “Catavento”, parceria com Jota Bulhões, que acredito que ele iria gostar muito. E faria uma pergunta: o que ele tá achando do nosso show em homenagem a ele. Espero de coração que, de onde estiver, ele esteja gostando dessa humilde homenagem a um artista tão gigante”.

Retorno ao The Voice Brasil

Sobre uma possível volta ao programa, agora em parceria com SBT e Disney+, Léo afirma:

“A principal missão seria levar minha personalidade, minha irreverência e meu jeito de cantar para qualquer apresentação. Então, nesse caso, tentaria incluir canções de minha autoria, mantendo a minha essência e buscando transmitir a verdade da minha arte. Acredito que é só assim que conseguimos tocar o coração das pessoas, sendo o mais original possível dentro do que nos propomos artisticamente”.

“E, claro, não poderia deixar de agradecer ao The Voice, que foi fundamental na minha trajetória e abriu portas importantes na minha carreira”.

Serviço do show

  • Data: 26 de setembro, às 20h
  • Local: Audio Rebel – Rua Visconde Silva, 55 – Botafogo – RJ
  • Duração: 90 minutos
  • Classificação: 16 anos
  • Ingressos: a partir de R$ 40,00 pelo Sympla

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GABRIELA CUNHA é jornalista graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Especialista em entretenimento, atua na cobertura editorial de televisão, celebridades e comportamento, com foco em notícias e análises