Médico explica diagnóstico de ex-Globo: ‘Um conjunto de diferentes tipos e subtipos’
Ex-Globo está em tratamento contra doença grave. Em entrevista à CARAS Brasil, médico explica complexidade do caso

Jonas Almeida, conhecido do grande público por sua trajetória como apresentador da TV Globo, vive um momento delicado em sua vida pessoal. O jornalista foi diagnosticado com câncer de pulmão, uma das doenças mais letais do mundo, e deu início ao tratamento cercado pelo apoio da família e de amigos próximos.
A notícia surpreendeu os fãs, que se acostumaram a acompanhar o carisma e a energia do comunicador na televisão. Agora, fora dos estúdios, Jonas encara uma batalha que exige coragem, disciplina e uma rede de cuidado formada por médicos especializados. Para entender melhor os desafios dessa enfermidade, a CARAS Brasil conversou com o oncologista Dr. Wesley Pereira Andrade, que explicou a gravidade da doença.
“O câncer de pulmão é a neoplasia mais letal em todo o mundo, sendo responsável por mais óbitos do que a soma de câncer de mama, próstata e cólon/reto”, explica.
O especialista reforça que o diagnóstico envolve uma complexidade maior do que muitos imaginam, já que não se trata de uma única doença. “Ele não é uma única doença, mas sim um conjunto de diferentes tipos e subtipos. Entre eles, temos dois tipos histológicos fundamentais: os carcinomas de células não pequenas (CPNPC) representam cerca de 85% dos casos e os carcinomas de células pequenas correspondem às 15% restantes”, detalha.
Segundo o médico, os avanços da ciência têm permitido tratamentos cada vez mais personalizados, levando em consideração o perfil molecular do tumor. “O tratamento depende não apenas do tipo histológico, mas também do perfil molecular do tumor. Alterações em biomarcadores, como EGFR, ALK, ROS1, entre outros, podem indicar o uso de terapias-alvo. Além disso, a expressão de PD-L1 e outros marcadores pode direcionar para o uso de imunoterapia. O tratamento de dois anos geralmente é indicado em diferentes cenários clínicos, a depender da extensão da doença, podendo se referir a terapia-alvo por dois anos ou imunoterapia por dois anos”, esclarece.
Em paralelo às terapias sistêmicas, a radioterapia também pode ser um recurso importante. “A radioterapia tem um papel pontual e, em geral, é realizada ao longo de dias a poucas semanas. O objetivo pode ser curativo, quando associada à cirurgia ou quimioterapia em estágios localizados, ou paliativo, quando a intenção é aliviar sintomas como dor ou sangramento, além de outros cenários possíveis”, completa o especialista.