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Fabiula Nascimento reflete sobre nova fase: ‘Acontece quando tem que acontecer’

Em entrevista exclusiva, Fabiula Nascimento comenta sua nova fase, o protagonismo no cinema e as reflexões que o longa provoca

Foto: Marcio Farias | Beleza: Igor Leite | Edição de Moda: Ale Duprat | Styling: Kadu Nunnes | Agradecimentos: Hotel Nacional

Vivendo sua primeira protagonista no cinema, Fabiula Nascimento (46) estreia em grande estilo no longa ‘Uma Mulher sem Filtro‘, que acaba de chegar às telonas. A comédia, recheada de humor afiado, expõe a rotina exaustiva de Bia, personagem que carrega o mundo nas costas até atingir o limite e explodir. Em entrevista exclusiva à CARAS, realizada no Hotel Nacional, no Rio de Janeiro, a atriz refletiu sobre a jornada profissional, o poder de transformação da arte e a importância de encontrar equilíbrio na vida pessoal.

Protagonismo esperado no cinema

Casada com o ator Emilio Dantas (42) — com quem também forma um casal no filme — e mãe dos gêmeos Roque e Raul (3), Fabiula contou que o protagonismo nas telonas demorou, mas chegou na hora certa.

“Acho que demorou um pouco. Mas as coisas acontecem quando têm que acontecer”, diz a atriz. “Acredito muito nisso. Gosto de tudo o que fiz. Não tenho nenhum trabalho que olhe e fale: ‘Ai, nossa…’ Mas acho que podia ter vindo antes”, afirma.

Humor e reflexão

Mesmo sendo uma comédia, o filme provoca questionamentos sobre limites e autocuidado.

“É muito acúmulo naquela mulher e ela dá essa rompida e sai sem filtro por aí. Mas ela também se pega errada, porque não é nem lá nem cá”, explica a atriz.

Segundo Fabiula, o longa revela as consequências das palavras e atitudes.

“Não adianta você sair detonando tudo, porque as coisas, as palavras, têm consequências. Mas é um chefe escroto, um marido imprestável, um enteado encostado, uma irmã abusiva, é você se responsabilizar financeiramente, emocionalmente pela vida, pela casa, pelos seus. Uma jovem que chega tomando um cargo que ela sempre sonhou. É desgastante, né?”, detalha.

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A atriz relembra que, durante as gravações, pensou em referências do cinema.

“Gravando, eu sempre pensava naquele filme Um Dia de Fúria, mas pensando que não podia chegar a esse lugar. O humor entra em diversas situações. Você vai rindo porque vai se incomodando junto com ela. A gente fez um filme divertido, que faz refletir e que emociona em algum momento, porque rola uma identificação“, comenta.

Arte com poder de transformação

Para Fabiula, o alcance do trabalho artístico vai além do entretenimento.

“Tomara! Às vezes, as pessoas precisam só de um empurrãozinho e, muitas vezes, ele vem pela arte. Essa é a loucura do alcance do trabalho. Às vezes, vai mexer com uma pessoa só, mas essa uma pessoa faz uma revolução na própria vida e a gente nem fica sabendo. A arte sempre tem esse poder de transformação“, conclui.

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