Debora Bloch celebra liberdade sexual de Odete Roitman
Atriz Debora Bloch refletiu sobre a personagem no remake de Vale Tudo e destacou mudança sobre mulheres na televisão: "Divertido"

Debora Bloch, que interpreta Odete Roitman no remake de Vale Tudo, falou ao gshow sobre a responsabilidade de reviver uma das vilãs mais marcantes da dramaturgia brasileira. A atriz lembrou o impacto da personagem e comentou a repercussão do apelido “Fodete Roitman”, que caiu nas graças do público por conta da postura sexualmente livre da nova versão da vilã.
Segundo Debora, a personagem reflete uma mudança importante na forma como mulheres são retratadas em novelas. “Acho maravilhoso e divertido. Acho que é transgressor essa inversão dos papéis masculino e feminino”, afirmou.
A atriz destacou ainda que essa mudança ganha força em horário nobre. “Não estamos acostumados a ver na novela das nove uma mulher numa posição de poder nas relações com os homens, escolhendo e não sendo escolhida, se relacionando com homens muito mais jovens, e sem estar à mercê da vontade do homem”, completou.
O peso da personagem icônica
Odete Roitman, interpretada originalmente por Beatriz Segall em 1988, ficou marcada na memória coletiva. No remake, Debora assumiu o desafio de criar sua própria versão: “Eu tinha uma grande responsabilidade de recriar uma personagem icônica, que estava no imaginário de todo mundo, e que a Beatriz Segall fez brilhantemente. Era um desafio encontrar a minha Odete, a minha maneira de fazer a personagem, a minha interpretação”, destacou.
A atriz também comentou sobre como a maturidade pessoal foi essencial para o trabalho. “Não tive dúvidas que devia fazer e que seria incrível, mas tive todos os medos de não acertar. Ao mesmo tempo, me sentia preparada e madura para uma personagem dessa monta. Venho me preparando há 45 anos. Acho que estar madura como mulher e como atriz foi fundamental para fazer esse trabalho”, disse.
Com 62 anos, Debora afirma que a reação inicial do público ao saber que viveria Odete foi marcada por surpresa em relação à sua idade, o que, para ela, reflete mudanças no papel das mulheres ao longo dos anos. “As mulheres mudaram muito de 1988 para cá. Estamos mais ativas, mais potentes e mais livres. Uma mulher de 60 hoje é diferente daquela época. Ainda estamos vivas, potentes e no jogo”, afirmou.
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