Astro de Dois Homens e Meio, Charlie Sheen revela cirurgia e médica diz: ‘Um dos maiores desafios hoje’

O ator Charlie Sheen decidiu fazer procedimento por impulso e médica avalia como saber se o paciente está pronto para alguma cirurgia

Ator Charlie Sheen com Angus T. Jones na série Dois Homens e Meio - Foto: Divulgação/CBS

O ator Charlie Sheen chocou a todos ao revelar em sua nova autobiografia, O Livro de Sheen, que a decisão de fazer uma lipoaspiração não foi por saúde ou vaidade, mas sim por uma ofensa. Aos 60 anos, o astro de Hollywood conta que em 2000, durante as filmagens em Toronto, foi chamado de “gordo” por uma garota de programa, que ainda bateu em sua barriga. O insulto o deixou “devastado e indignado“, motivando a busca imediata por um cirurgião plástico.

O astro de Dois Homens e Meio justifica o ganho de peso na época como um efeito da sobriedade — algo comum em quem abandona o uso de estimulantes. Apesar da experiência dolorosa, ele resume sua visão de forma inusitada: “Prefiro estar um pouco mole e vivo do que magérrimo e morto.

Para entender a complexa relação entre autoestima, críticas externas e a decisão de realizar uma cirurgia plástica, a CARAS Brasil conversou com a cirurgiã plástica Heloise Manfrim, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

É perigoso buscar um procedimento cirúrgico por impulso ou por conta de críticas?

A cirurgiã garante que sim: “Claro, sempre é muito importante conseguir entender a real motivação daquela paciente que está realizando um procedimento”, afirma a Dra. Heloise. Ela pontua que muitas vezes o paciente já se incomodava, mas um gatilho externo como um comentário negativo faz com que o problema se torne urgente.

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A médica enfatiza que sua prioridade é entender a verdadeira razão por trás do desejo do paciente. “Se é por causa de julgamentos, críticas, eles podem se frustrar porque isso, de fato, pode ser que não mude“, alerta. “E, pelo contrário, como está acontecendo agora, as pessoas vão julgar o fato de ele ter decidido fazer após uma crítica. Essa questão mental, que é pouco racional, é um dos maiores desafios na cirurgia plástica e estética hoje.”

Como um profissional identifica se um paciente está preparado emocionalmente?

A Dra. Heloise Manfrim explica que a abordagem é multifacetada e empática. “Sempre tendo uma conversa empática, clara e objetiva”, diz ela, detalhando um processo de três etapas:

  1. Pré-consulta com uma gestora: Um gerente de relacionamentos aborda aspectos emocionais como motivação, e as relações com o cônjuge, a família e as redes sociais.
  2. Consulta com a cirurgiã: A médica avalia o paciente de forma mais objetiva e técnica.
  3. Avaliação psicológica pré-cirúrgica: Uma consulta com um profissional especializado para garantir que o paciente está no momento ideal para o procedimento.

“Isso é importante porque a cirurgia plástica pode ser o fim e o início de uma superação. Mas, ainda assim, ela pode não trazer muitas das coisas que as pessoas estão procurando“, completa a cirurgiã, ressaltando a importância de ter expectativas realistas.

O que considerar antes de uma cirurgia plástica?

“Primeiro que saúde não é ausência de doença“, afirma a Dra. Heloise. “Você estar bem consigo mesmo e querer melhorar a sua qualidade de vida; resgatar a sua autoestima também faz parte da saúde.” A cirurgiã destaca que procedimentos plásticos não são apenas estéticos e podem auxiliar no resgate de traumas e na superação de inseguranças internas.

No entanto, é crucial ter equilíbrio: “Mas é importante ter um certo equilíbrio, não usar isso como uma alavanca, para poder resgatar coisas que não vão voltar”, aconselha. O segredo é o alinhamento de expectativas e a busca pela felicidade interior antes de considerar a intervenção cirúrgica.

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