Karol Lannes faz relato sobre remédio para emagrecer e especialista alerta: ‘Uma ameaça’
Ágata de Avenida Brasil, Karol Lannes relata reação do corpo após fazer uso de medicamentos para amagrecer

Karol Lannes, que interpretou a doce Ágata em Avenida Brasil, usou as redes sociais para abrir o coração sobre seu processo de emagrecimento. A atriz contou que decidiu perder peso após resultados insatisfatórios em exames de saúde e, há um mês, iniciou o uso de medicamentos para ajudar na jornada.
Mas a experiência não tem sido simples. “Estou praticamente vivendo de whey protein. Estou na dose de cinco (remédio) e pretendo ficar um tempo sem. Depois que apliquei fiquei dois dias só existindo. Cada corpo reage de um jeito e o meu ainda está se acostumando. Depois que tomo, estou sentindo muito enjoo e disenteria (…). Claro que a medicação ajuda muito, mas não é o caminho mais fácil. Para ser bem sincera, não é tranquilo ficar passando mal no nível que fiquei no começo. Isso mexe muito com sua cabeça, é bom ter acompanhamento psiquiátrico”, relatou.
Para entender melhor esse impacto, a Caras ouviu a psicanalista e especialista em Neuroemagrecimento, Bruna Abrão. “Quando o corpo reage dessa forma, com enjoos, diarreia e fraqueza, é como se estivesse gritando que não se sente seguro. O organismo entende o remédio como algo forçado e o cérebro interpreta isso como uma ameaça. Esse desconforto físico acaba mexendo com a saúde emocional também, porque ninguém consegue manter motivação convivendo com mal-estar diário”, explica.
Segundo a especialista, a decisão de usar medicamentos deve vir acompanhada de um suporte integral.
“Assim como a Karol mencionou o acompanhamento médico e psiquiátrico, é fundamental também cuidar da saúde emocional. Muitas vezes, a dificuldade em manter o peso está ligada à fome emocional e a padrões inconscientes que precisam ser trabalhados na mente. Sem esse cuidado, o risco de desistir, ou de entrar em efeito sanfona, é muito maior”, reforça.
Bruna também destaca que o processo de emagrecimento não pode ser resumido a uma aplicação ou pílula. “O remédio pode ser um aliado, mas ele não ensina a pessoa a lidar com a ansiedade, com a compulsão alimentar ou com a relação de prazer e culpa em torno da comida. Para que o resultado seja duradouro, é preciso uma reprogramação mental, para que o corpo e a mente caminhem juntos. Só assim a mudança se sustenta ao longo do tempo”, finaliza após relato da atriz.